11.11.09 | Autor: Maria Augusta

Sempre digo que sou paulistana e que estou nanceiense...afinal nasci na cidade de São Paulo no dia de seu aniversário e no Hospital São Paulo. Logo esta cidade está na minha pele e por mais terras que eu percorra, estou sempre de olho no que nela se passa...Mas não posso negar que ela tem seus problemas, é uma cidade "sem rosto", na sua ânsia de modernidade e gigantismo, não se preocupou muito com a conservação de seu patrimônio. Toco neste assunto porque recentemente encontrei um site Web chamado "São Paulo Abandonada", mantido por um fotógrafo (Douglas Nascimento) e uma historiadora (Glaucia Garcia de Carvalho), que faz um recenseamento de todos os prédios, casas, monumentos, usinas, templos, que estão em estado de abandono na cidade. Eles procuram também se documentar sobre as razões do abandono e cada foto tem uma história para contar. O objetivo é guardar as imagens como uma memória da cidade que poderá ser vista pelas gerações futuras, principalmente no caso dos imóveis que serão demolidos. O site também serve para chamar a atenção dos moradores dos bairros para o problema, para que eles pressionem as autoridades competentes para resolvê-lo. Todos que conhecem imóveis nesta situação podem colaborar com o site, basta enviar a denúncia que eles irão ao local fotografar. Sei que sempre trago aqui coisas mais agradáveis sobre minha cidade, mas acho que mostrar o que deve ser melhorado e resolvido também é importante. Vejam só alguns exemplos do que já foi catalogado, todas as fotos são de Douglas Nascimento (clique na foto para ver o diaporama) :


Site "São Paulo Abandonada e Antiga", AQUI


Update (12/11/2009)

Enviei um e-mail ao Douglas Nascimento perguntando quais foram até agora os resultados do trabalho que eles realizaram no "São Paulo Abandonada e Antiga". Aqui está sua resposta :


"Olá Maria Augusta, como vai ?


Muito obrigado pelas suas palavras, me deixa bastante enaltecido. Também adorei seus escritos sobre o site.


O site tem atualização constante e ainda esta semana teremos cerca de 12 novos pontos adicionados na região da zona norte de São Paulo.


Não tivemos ainda nenhum caso de "reabilitação" de imóvel, mas com a ação do site já conseguimos reverter duas invasões de imóveis (ambas flagradas ao vivo pelo site) e fazer a prefeitura recuperar a fonte Monumental, que havia sido pichadas por vândalos.


No caso dos imóveis, nossa ação foi fundamental para a polícia e prefeitura agir e retomar os imóveis (um deles pertencente ao empresário e apresentador Sílvio Santos) e no caso da fonte, já estava pichada e a prefeitura só agiu após denunciarmos no site com exclusividade, e que depois foi retransmitido pela Bandnews FM e CBN.


Esperamos que em breve mas imóveis e monumentos possam ser reabilitados.

Continue sempre conosco.

Abraços,


Douglas
"

Muito obrigada pela resposta, Douglas, nós estamos torcendo para que o trabalho de vocês dê muitos frutos.


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30 comentários :

On 11 de novembro de 2009 01:46 , Wania disse...

Maria Augusta, que dó da ver isso tudo tão abandonado! A riqueza desta arquitetura se esfarelando no tempo, sendo pichada, demolida pelo descaso.

A beleza destas construções, que deviam ser preciosidades em suas épocas áureas, era para ser tombado pelo patrimônio histórico! Preservadas para que as gerações futuras pudessem aprender a conviver com a modernidade, sem destruir o passado...

Divulgar este o fato já um grito de alerta!!!

Belo post, apesar da triste constatação da realidade paulista, mas que, com certeza, se repete aqui em Porto Alegre e em várias cidades brasileiras!1

Bjs

 
On 11 de novembro de 2009 02:46 , João Menéres disse...

Excelente o site "São Paulo Abandonada e Antiga".
Admirável o teu texto, MARIA AUGUSTA!
Não dizes mal do Perfeito (pois ele, por si só, nada, ou quase nada, poderá resolver, nem te atiras sem pudor contra cada um que seja um tanto responsável por este estado de coisas.
Pelo contrário. Tudo o que escreves é muito positivo.
É mais uma chamada de atenção que reforça e qualifica o trabalho dos autores desse site,
Felicito-te com toda a sinceridade, até porque a Cidade do Porto (e outras aqui em Portugal) padecem do mesmo fenómeno.
E sugeriste-me um trabalho idêntico que vou iniciar aqui.
Podem as ruínas vencer, mas perdurará a memória.
E isso é de um interesse incalculável !

Um beijo ( e um obrigado).

 
On 11 de novembro de 2009 09:56 , Eduardo P.L disse...

Maria Augusta,

essa tese tem seus prós e seus contra! São Paulo mudou e tem mudado para melhor! O saudosismo deve ficar nos albuns de fotografia.
Os imóveis privados, seus donos é quem devem deles se ocupar! O poder público deve tão somente normatizar! O que pode e o que não pode! A maioria dos citados nas fotos tem problemas na justiça, ou com herdeiros, e nada pode ser feito até que se resolvam as questões! A justiça nesses casos é muito injusta! Imóveis tombados, mas sem recursos para mante-los conservados é pior do que novos gerando renda e trabalho!
Como disse é um problema muito complexo para ser tratado só por fotógrafos e saudosistas!

 
On 11 de novembro de 2009 11:29 , Maria Augusta disse...

Wania, é mesmo, alguns destes imóveis mereciam ser tombados pelo patrimônio histórico e valorizados, como você disse deve-se saber conviver com a modernidade sem destruir o passado.
Um grande beijo.

João, não acho que seja um problema somente dos poderes públicos, além disto estes problemas se estendem muitas vezes por várias gerações e envolvem herdeiros, o que não é simples. Acho muito legal que você vai fazer algo semelhante para a cidade do Porto, no site deles eles explicam que se inspiraram em um site de Lisboa que fazia este tipo de trabalho.
Abraços.

Eduardo, não se trata de uma questão de saudosismo, as ruinas não são positivas de modo algum, além de deixar a paisagem feia, são antros de desocupados, o que é um perigo para os vizinhos do local. A proposta deste site não é de que todas devem ser recuperadas ou restauradas, mas sim mostrá-las para chamar atenção e guardar uma memória do que havia no local para as gerações futuras, pois além da foto eles trazem a história do imóvel. Eles também não dizem que é uma obrigação dos poderes públicos restaurá-los. Pessoalmente, acho que estes deveriam pelo menos se preocupar no sentido de saber o que está bloqueando e tentar ajudar no caso que os herdeiros estejam com problemas ou ainda comprar para uso público, quando houver interesse histórico ou que o imóvel possa ser reaproveitado...ou se encarregar da demolição e da limpeza do terreno quando for o caso. Concordo que tombar sem dar os meios para a restauração não é uma solução.
Abraços.

 
On 11 de novembro de 2009 12:00 , Georgia disse...

Maria Augusta, é por isso que o Brasil é conhecido como um país sem memória. Porque deixa mesmo o tempo ruir uma grande parte.
Claro que sabemos que muitas coisas sao envolvidas como o Edu tao bem escreveu. Mas tb discordo em chamar o fotógrafo de saudosista. Pode até ser em parte, mas acho mesmo que a maior intencao dele é denunciar. Há tantas firmas que poderiam ter abraco estes prédios, mantê-los e até mesmo cobrar uma leve taxa para ser vistado pelos turistas. Mas o descaso é enorme no Brasil e vejo que com a nova geracao será pior ainda. Uma geracao sem estudo e sem trabalho...

Você abordou bem o aspecto do prédio vazio e abandonado ser um antro de perigo. Certíssima.

Um grande beijo e parabéns pela postagem.

E desde ontem Sao Paulo, RJ e outras cidades no Brasil estao sem energia, sabia?

Bjus

 
On 11 de novembro de 2009 12:33 , sonia a. mascaro disse...

Maria Augusta,
Gostei muito deste post e acho importante a preservação da memória de uma cidade, neste caso da sua arquitetura. Existem prédios belíssimos em São Paulo apodrecendo...
Nós duas estamos em sintonia, pois eu vi a reportagem com o Douglas Nascismento no Estadão, que assino, e fiquei também com vontade de fazer um post. Aqui o link para você: Em busca da São Paulo esquecida.
Parabéns por estas informações e pelas fotos no slideshow. Nota 10!
Beijos.

 
On 11 de novembro de 2009 16:31 , Eduardo P.L disse...

Maria Augusta,

qual cidade, da idade e tamanho de São Paulo, que não tem essas mazelas visuais? Nem acho que São Paulo tenha muitos casos como os mostrados!Se o caso é só para registro, tudo bem! Mas só fotografar não resolve!

 
On 11 de novembro de 2009 18:40 , Allan Robert P. J. disse...

Maria Augusta,

O Douglas tem um olhar aguçado que ainda não consegui desenvolver.

Quanto ao widget sugerido, agradeço, mas tenho pouca intimidade com tencooialg, tanto que às vezes a escrevo de modo errado.

A provocação do post curto deu-se em função de três blogueiros - em uma semana - reclamarem da falta de comentários. Acho que no início de um bom blog, os comentários são mais espontâneos. Com o tempo a coisa muda um pouco. De qualquer forma, meu blog é o meu espaço e costumo me divertir com ele. Pode acontecer de alguns leitores se divertirem, também. Mas, honestamente, não dou muita atenção para a quantidade de comentários. Só costumo rir quando percebo que quem comentou não leu o post inteiro.
abs.

 
On 11 de novembro de 2009 20:35 , sonia a. mascaro disse...

Maria Augusta, visitei o site e achei muito interessante! Já coloquei-o no meu Bloglines.
Na lista dos Bairros, não tem Pinheiros, onde moraram meus avós, meus pais e eu até me casar. Talvez porque não existam muito imóveis deteriorados e de interesse histórico...
Bjs.

 
On 11 de novembro de 2009 21:14 , jugioli disse...

Uma beleza de postagem, o carinho e a sua demonstração de afeto são a enfâse aqui.

bjs.

 
On 12 de novembro de 2009 00:15 , Fatima Cristina disse...

Oi Maria Augusta,

Foi bom você ter levantado este assunto. É um tema que não tem solução rápida nem simples, mas merece ser lembrado e registrado em detalhes, como o blog citado o fez. A consciência do problema precisa de uma exposição de fatos.

Beijos!

 
On 12 de novembro de 2009 02:53 , Luma Rosa disse...

Maravilhosa a proposta do site! Atitude de quem ama a cidade de verdade! Nosso patrimônio Cultural está "ao Deus dará", assim como tudo que é agregado à ele e chamar a atenção dos administradores públicos e em especial do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) que é o responsável por identificar, restaurar e revitalizar, sítios e bens móveis do país - será sempre uma atitude louvável. A consciência do cidadão que é o principal destruidor, deve ser alertada! Eu escrevi algo relacionado à conservação de bens culturais, em especial os "Fortes", lembra-se? http://luzdeluma.blogspot.com/2008/12/brasil.html - nesta postagem, me chateou um último comentário - veja a mentalidade: "EU DEFENDO A DERRUBADA DE ALGUNS PRÉDIOS DITOS HISTÓRICOS. ALÉM DE SEREM FEIOS NÃO TEM MUITA HISTÓRIA. POR EXEMPLO: BOA PARTE DA LAPA NO RIO DE JANEIRO. EU TENTANDO SER MENOS RADICAL, ALGUNS DESSES PRÉDIOS PRECISAM DE UM CHOQUE DE REFORMA" e pensar que não é o único que pensa assim. Muito triste! Parabéns pela postagem!! Beijus,

 
On 12 de novembro de 2009 09:50 , Maria Augusta disse...

Georgia, pois é, deveria haver um organismo público centralizador que dispusesse da localização de todos estes imóveis abandonados. Se alguém precisasse de um imóvel na região para uma atividade, entraria em contato com os responsáveis que poderiam emprestá-los em troca de melhorias. Em alguns casos, isto deveria funcionar.
Soube do blackout pela Internet, mas as TVs aqui todas noticiaram também...o que será isto, não é mesmo?
Beijos.

Eduardo, realmente São Paulo não é uma cidade decadente, e estes casos são exceções, na verdade se constrói muito. Quanto a se adianta fotografar e denunciar, parece que este site está funcionando sim, inclusive esta muito mediatizado, já sairam no Estadão, no Jornal da Tarde, no portal da Epoca, etc. E algumas denúncias que fizeram, como a pichação da fonte da Praça Julio Mesquita teve uma pronta reação por parte da Prefeitura, que veio limpar a fonte. Além disto lá no site se vê várias pessoas perguntando como entrar em contato com os responsáveis pelos imóveis abandonados para propor soluções mesmo temporárias. Pessoalmente, tenho grande admiração por pessoas que fazem estas coisas com seriedade e benevolamente.
Abraços.

Allan, não faz mal que você não tem o widget, consegui me inscrever para receber o feed assim mesmo, é prático porque vejo quando tem atualizações.
Achei muito engraçada tua brincadeira do "post curto", ir diretamente aos comentários rs.
Um abração.

Sonia, em Pinheiros não deve ter mesmo imóveis abandonados, é um bairro muito dinâmico. Morei lá nos anos 80, na rua Cristiano Viana perto da Teodoro.
Vi o link do Estadão, eu os tinha visto no portal da UOL, eles estão também no Jornal da Tarde e em outros portais e jornais.
Faça sim um post sobre o assunto, acho que um bom trabalho merece ser divulgado.
Um grande beijo.

Ju, obrigada pela visita, é verdade que tenho muito carinho pela minha cidade.
Um beijão.

Fátima, é como nos quando fazemos blogagens coletivas denunciando problemas, não sabemos se vai resolver, mas tentamos chamar a atenção para eles, esperando que as pessoas que tem capacidade de decisão vão ler. Como você disse, é preciso conscientizar pela exposição dos fatos.
Um grande beijo.

Luma, ainda não li este teu post, vou fazê-lo. Mas este que diz que é preciso derrubar uma parte da Lapa no Rio de Janeiro quase não é radical, não é mesmo? Ele não pensa nos frutos do turismo que a conservação do patrimônio podem trazer...
Beijos.

 
On 12 de novembro de 2009 12:14 , Lunna disse...

Bom dia Maria Augusta, tenho um olhar bem pessoal sobre essa questão. Sim, há muitas coisas abandonadas na cidade, mas esse fato também nos leva de encontro a uma questão antiga: herança. Muitos imóveis em São Paulo estão envolvidos em disputas judiciais. Outros estão ocupados de formas irregulares e por aqui os processos se arrastam. Recentemente a prefeitura pagou para "moradores" se retirarem de um prédio e comprou uma encrenca monstruosa com todos, inclua-se ai a imprensa que alardeou sobre o fato dos "coitados" não terem onde morar.
Esse Castelinho da Rua Apa há anos é ocupado por um projeto social que tem contribuído bastante para que o mesmo esteja pior hoje que há dez anos atrás.
Enfim, sou a favor de um projeto que existe na Holanda há anos, ocupação útil (não de moradores de ruas, pois sabemos bem de onde vem esses moradores em condição de rua). Mas a favor de projetos que visem o uso desses espaços de forma produtivas e que resulte na conservação dos mesmos.
O problema também é que São Paulo sofre da falta de organização. A cidade não cresceu como alega-se por aí, ela se tornou o destino da maioria das pessoas que querem ganhar dinheiro, muitos conseguiram e foram embora, outros nada conseguiram e continuam por aqui e não se importam com a cidade em si. É um caso complicado, mesmo assim não acho essa cidade decadente, muito pelo contrário. São Paulo não é uma cidade, na verdade, são muitas cidades, muitos olhares e muitas possibilidades...
Adorei seu post, temos algo em comum, a diferença é que eu não nasci aqui, mas amo essa cidade...

 
On 12 de novembro de 2009 12:17 , Lunna disse...

Esqueci de dizer uma coisa: São Paulo não se acostumou a valorizar seus prédios antigos porque aqui a palavra novo ganhou um novo sentido. Aqui em São Paulo percebe-se claramente que o que hoje é novo, amanhã será velho e poderá sim, dar espaço a algo melhor e melhorado.
Para a melhoria do centro velho foi preciso uma batalha e tanto e hoje, aos poucos percebe-se que o centro velho está imerso na modernidade e aos poucos vai se sufocando. Paris já não tem mais espaço por aqui como em tempos idos... Pode levar anos e de certo levará, mas essa cidade caminha para ter uma própria identidade...
Abraços meus

 
On 12 de novembro de 2009 16:01 , entremares disse...

Maria Augusta....

Começo por me confessar, se tantas vezes aqui páro e não escrevo, não comento. Aquilo que hoje aqui escreve evocou-me alguns pequenos exemplos que gostava de partilhar com todos os que por aqui "pernoitam".

O abandono de muitos ex-libris das nossas cidades é aum atentado às nossas próprias memórias. Prefere-se investir no betão e no caixote de apartamentos fácil ao invés de recuperar aquilo que é a traça, o espírito, o perfil de uma cidade, de um modo de vida, de uma cultura.

E não resito a deixar só mais um exemplo minusculo. Há muitos anos ( talvez uns 30 ) lembro-me de ver uma capela a degradar-se, numa aldeia bem ao lado da povoação da minha adolescÊncia. Ao lado, furiosas escavações arqueológicas trouxeram à luz magníficos empedrados romanos, frescos, canalizações, termas. Claro que a pequena capela foi sacrificada, em nome da escavação. Mas.... infelizmente, bem cedo se descobre que não há verbas para continuar. E então, volta a tapar-se tudo com entulho, enterram-se todos os achados.... e a pobre capela, sacrificada em nome do que nem chegou a ser ... por lá continuou, ao abandono.

Passaram 30 anos.
Podia ter sido ontem.
Nada mudou. Nem a capela, nem as ruinas, ainda enterradas.

Alertemos pois as consciÊncias.
Só posso aplaudir a sua "teimosia".

Rolando

 
On 12 de novembro de 2009 20:45 , Aninha Pontes disse...

Maria Augusta querida:
Um post espetacular, como é do seu feitio.
Realmente S Paulo, tem lugares maravilhosos e abandonados.
Que bom que alguém se propõe a fazer algo, para que o abandono não acabe com lugares que dariam para encher uma semana ou mais de passeios para quem quisesse conhecer ou simplesmente matar saudades de uma cidade tão bonita, que tanto têm a oferecer.
Verdade, hoje SP é uma cidade sem rosto, com a pressa que seus moradores vivem, abandona-se tudo que não lhes traga remuneração ou poder.
Pena. Afinal a cultura também é um bem precioso.
Um beijo.
Vou lá conhcer o site.

 
On 12 de novembro de 2009 21:04 , Celia disse...

Muito boa a sua postagem, como sempre.
Conheco pouco de S.Paulo, mas pelo que vi, tem realmente um pouco de abandono em alguns lugares. É bom falar no assunto pra ver se alguma coisa acontece. Vc está de parabens. Bj

 
On 13 de novembro de 2009 00:54 , Dalva disse...

Maria Augusta,

é uma pena ver tanta história se perdendo. É um mal que infelizmente vem atingindo as grandes cidades. Perde-se um pouco de nós em cada prédio que não se conserva, em cada casarão que vem abaixo. Parabéns pelo post!

Bjs.

 
On 13 de novembro de 2009 01:08 , expressodalinha disse...

Muito interessante. Espero em breve ir a S.Paulo ver estas maravilhas em recuperação.

 
On 13 de novembro de 2009 10:03 , Maria Augusta disse...

Lunna, achei que o Centro Velho melhorou muito, mas o Centro Novo ainda está de dar medo, embora projetos de revitalização estejam acontecendo, como o do Hotel Central, que ganhou nova função abrigando eventos culturais. Quanto ao fato de São Paulo não ser Paris, acho que ela está mais para Nova Iorque rs...mas esta é a nossa cultura, se alimenta das culturas estrangeiras e cria nossa própria identidade (antropófaga, como dizia Mario de Andrade).
Um grande beijo.

Rolando, que comovente a história desta capelinha que você contou. Foi sacrificada em vão...
Não sou favorável a que se guarde tudo, que as coisas sejam forçosamente restauradas, é normal que haja renovação...mas se isto é levado a extremos, além de provocar a perda da memória dos lugares, também causa muito desperdício.
Abraços.

Aninha, como você disse, a prioridade é o ganho imediato aqui e agora...espero que um dia a cultura seja importante em nosso país, por enquanto ainda é um luxo.
Beijos.

Célia, são casos pontuais como disse o Eduardo, não chegam a afetar a paisagem global da cidade, mas se não existissem estes imóveis em ruinas a cidade seria muito melhor e mais segura. Porisso acho que o trabalho deste site é importante.
Um grande beijo.

Dalva, aqui na velha Europa, eles renovam o interior completamente e deixam as fachadas como eram...o resultado é muito interessante, a cidade parece uma colcha de retalhos das arquiteturas de cada época.
Um beijão.

Jorge, vá sim a São Paulo, não é uma cidade turística mas para quem sabe olhá-la, ela revela seus tesouros.
Um abração.

 
On 13 de novembro de 2009 16:00 , Sandra disse...

Te admiro pela tua criticidade em ver as coisas. sempre com bons artigos, que enaultecem os conhecimentos daqueles que passam por aqui.
Nosso Brasil é muito lindo. embora existam coisas, que nos entristecem muitas vezes.
Mais é um Pais maravilhoso, de ser viver e morar..
São Paulo Não a conheço muito bem. Mas já passei por lá, quando fui a Aparecida do Norte em esxurção.
Tem belezas, como toda Cidade brasileira. Claro que na capital, tudo tem mais charme.
Seu vídeo ficou maravilhoso.
Parabéns amiga, pela postagem.
Se quizer me visitar e buscar um selo de amigos para sempre, lhe ofereço com muito prazer.
Com carinho
Sandra

 
On 13 de novembro de 2009 16:23 , sonia a. mascaro disse...

Maria Augusta, antes de mais nada parabéns novamente pela importância deste seu post. Ele foi ótimo e oportuno, haja vista o número de comentários e o conteúdo deles todos.
Tenho mesmo vontade de fazer um post sobre o tema. Já publiquei alguns posts sobre casarões antigos do interior (São José do Rio Pardo, Casa Branca e Avaré) que estão sendo bem conservados.

Passei por aqui também para informar a você que já a partir do próximo mês, o Ecological Day volta para o Leaves of Grass. Não deu certo a parceria... Vou oportunamente fazer um post informando.
Agradeço sua participação sempre excelente e também o selo no seu sidebar.
Beijos e um ótimo final de semana.

 
On 13 de novembro de 2009 17:08 , Regina d'Ávila disse...

Querida amiga,

Um post importante..
Infelizmente a realidade é esta...Nosso país não dá valor a história...Parece querer apagá-la.
Vale sim este seu grito de alerta.

Super beijos,
Rê.

 
On 13 de novembro de 2009 23:32 , marialynce disse...

A degradação dos imóveis é um flagelo real das grandes cidades modernas. Aqui na minha Lisboa isso acontece a olhos vistos!Apesar de contínuamente ser um problema de que muitos falam e assunto para as campanhas eleitorais, o certo é que os edifícios vão se arrastando, coitados...No entanto há que ter um critério de selecção: nem tudo o que é antigo tem que ser salvaguardado. Mas infelizmente muitas vezes nem o melhor consegue ser salvo!E todas as iniciativas que trazem para a denúncia e o debate (como agora) essas situações são necessárias, pois a sensibilização é sempre um passo essencial para a tomada de medidas efectivas de resolução dos problemas das sociedades, como este é, e a vários níveis: das nossas memórias históricas e de identidade, do património construído, do urbanismo, das condições de habitação,da saúde pública, educação, etc.

já há uns tempos que me ocorreu um tema para abordar no blog que de algum modo se relaciona com este, que era o registo de construções que constituem memórias ou vestígios do campo, do rural,perdidos na cidade.Em Lisboa ainda é possível encontrar vários e até meio desconcertantes por todo o cenário que os cerca (por exemplo, embora o meu prédio seja perto do metro, tenho uma bela quinta com seu palacete logo em frente) o que por isso mesmo os torna tão surpreendentes e únicos. Ainda agora ando a acompanhar o que vai acontecer a outro belo palacete com a respectiva quinta, exactamente situado (actualmente) no meio de uma zona de intenso tráfego e perto do metro (!). Foi vendido hà pouco...(adoro palacetes e quintas do séc.XVIII!...)

Este é decerto um tema complexo e de difícil resolução pois estão em jogo muitos interesses de diversa ordem.mesmo nos imóveis privados o governo deveria ter uma palavra a dizer e não desresponsabilizar-se, pois está em jogo um bem de todos que é a vida saudável de uma, e numa, cidade(s).

beijos e bom fim de semana!

 
On 14 de novembro de 2009 08:35 , Maria Augusta disse...

Sandra, o Brasil é um pais muito lindo mesmo, e sua riqueza maior é o seu povo, quando se está longe se percebe isto ainda mais. Obrigada pela visita, vou sim visitar teu cantinho.
Beijos.

Sonia, me lembro da série de casarões que você publicou, foi muito interessante. Já mudei o link do "Ecological Day", então ele está voltando ao berço.
Um grande beijo.

Regina, acho que somos feitos de tantas influências diferentes, vale a pena guardar os traços para as gerações futuras, mesmo sem querer conservar tudo.
Um beijo grande para você.

Marialynce, imagino que Lisboa sendo uma cidade tão rica em História, haja muitos imóveis antigos importantes e testemunhos de várias épocas diferentes. Seria muito interessante uma série para mostrar estas quintas "citadinas" e sobre os palacetes antigos, pois nos circuitos turísticos só se mostra os grandes palácios. O problema dos imóveis abandonados é complexo mesmo e de difícil resolução pois os interesses envolvidos às vezes são antagônicos, mas acho que deixá-los em ruinas não é interessante para nenhum dos lados.
Beijos.

 
On 16 de novembro de 2009 15:38 , Ví Leardi disse...

Maria Augusta...é grande o descaso com a nossa querida Paulicéia...Eduardo que é um apaixonado pela cidade está sempre se atualizando sobre esta situação,passei para ele este teu post tão interessante e tão informativo...vc sempre trazendo coisas maravilhosas para nós! ...beijos querida

 
On 17 de novembro de 2009 10:53 , Maria Augusta disse...

Vi, me lembro que você trouxe a proposta no seu blog a proposta do Eduardo Longo para resolver o problema da degradação da Praça Roosevelt. Acho que iniciativas assim, junto a de outras pessoas que também amam a cidade e querem participar da resolução de seus problemas como esta do site "São Paulo Abandonada" se unidas, podem promover uma melhoria sim.
Beijos e uma linda semana para você.

 
On 17 de novembro de 2009 11:17 , Marco disse...

Gostei do post, embora represente um pouco o lado triste da nossa São Paulo. Eu conheço alguns desses prédios, o que mais lamento é o castelinho ali perto do Elevado Costa e Silva, talvez a intenção tenha sido boa e eu cheguei inclusive a assistir uma peça de teatro por lá, mas o mínimo que poderiam exigir é que o lugar fosse conservado e não é o que acontece. Enfim, São Paulo ainda tem muito o que aprender, enquanto isso, sua história dança na corda bamba. Grande abraço

 
On 18 de novembro de 2009 21:09 , Mariana disse...

Esse ano, por causa do trabalho do maridao estivemos uma semana em Sao Paulo(sou de Ribeirao Preto). Coisa mais gostosa, ser turista em Sampa! Fiquei impressionada com os prédios restaurados e com os abandonados, as duas coisas. Comi pastel pela primeira vez no mercadao! ô coisa boa!
Achei também muita graça no nanceiense! Eu achei que por causa do "nancéienne" fôssemos nanceanas! Bom, eu continuo meusienne, mas agora trabalho em Nancy também.