1.6.09 | Autor: Maria Augusta
A Terra versus O Mar. Segundo as estimativas dos cientistas, o nível do mar deve subir de 20 a 90 cm até o final deste século, e regiões como as Ilhas Maldivas e parte de Bengadadesh por exemplo, serão submersas existindo a necessidade de deslocar as populações destes lugares. Uma das propostas para resolver este problema é Lilypad, uma ilha artificial auto-suficiente...

"Vincent Callebaut concebeu Lillypad para garantir un habitat aos futuros refugiados climáticos, mas também estender "offshore" os territórios dos países desenvolvidos que estão à procura de novos espaços. Um projeto utópico, apresentado pelo arquiteto como "uma reação ao desenvolvimento do urbanismo ao longo dos litorais e uma solução mais durável que os "polders efêmeros" que existem nos Países Baixos e nos Emirados Árabes Unidos. Esta ecópole, que pode acolher 50000 habitantes se desloca segundo as correntes marinhas de superfície, as ascendentes quentes do Gulf Stream ou descendentes frias do Labrador. "Porque não estar em acordo com o oceano ao invés de sempre contra ele?" interroga Vincente Callebaut, que quer propor com Lillypad "um novo estilo de vida, nômade e ancorado na ecologia urbana no mar". A arquitetura se inspira na forma de uma folha de vitória régia gigante da Amazônia, aumentada 250 vezes. Ele é estruturada formando 3 "montanhas" dedicadas respectivamente ao trabalho, ao comércio e ao lazer. Cada uma é recoberta de alojamentos, arranjados em jardins suspensos, com varandas de 5 a 10 m para a cultura de uma horta biológica. Lilypad é uma cidade autosuficiente. A carcaça é vegetalizada para atrair a fauna marinha e favorecer assim a pesca. Os campos de aquacultura e os corredores bióticos, instalados sob e sobre a carcaça, permitem de cobrir as necessidades alimentares. principalmente, a cidade produz mais energia do que consome. Eólica, fotovoltaica, hidráulica, biomassa...Este coquetel permite a ela de alcançar um balanço energético positivo com emissão de carbono zero. Dois exemplos. As turbinas colocadas na carcaça funcionam como hidroeólicas para produzir eletricidade. E uma lagoa central permite de recolher e purificar as águas da chuva. Outra inovação ecológica : os materiais utilizados para construir a estrutura (fibras de poliester, dióxido de titânio) absorvem a poluição atmosférica. O projeto Lillypad entrou na segunda fase de estudo. O cabinet de Vancent Callebaut se debruça juntamente com uma equipe de cientistas sobre a realização de superfícies menores, do tamanho de um vilarejo" (tradução do artigo e do diaporama de GEO, aqui).

E então isto inspira esperança ou medo? Será que um dia haverá náufragos do clima que precisarão se abrigar em cidades como esta? E neste caso, quais serão os eleitos para habitar estas "arcas de Noé"? Seriam cidades assim soluções se a Terra atingir a superpopulação? Ou será apenas uma "solução sem problema" nascida na imaginação fértil de um arquiteto?


Este post estava previsto para o Ecological Day, ele foi suspenso mas tentarei escrever sobre o meio ambiente no início de cada mês. E por nisso, dia 5 de junho é o "Dia mundial do Meio Ambiente" e dia 8 de junho será o "Dia do Oceano". Fiquem de olho no "Faça a Sua Parte" para acompanhar estas comemorações.
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19 comentários :

On 1 de junho de 2009 11:07 , Eduardo P.L disse...

Por que não sonhar? Julio Verne já fez isso, e deu no que deu...

Boa semana!

 
On 1 de junho de 2009 15:26 , João Menéres disse...

Espantoso, direi eu.
Acredito que soluções deste estilo poderão vir a ser assumidas e desenvolvidas a breve trecho.
Não por uma questão de fantasia, mas pela necessidade da sobrevivência.

Cito uma expressão que o EDUARDO utiliza muitas vezes:
E ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE...

Um beijo, amiga e parabéns por esta excelente postagem !!!

 
On 1 de junho de 2009 16:44 , expressodalinha disse...

A super populaçõ vai ser resolvida à bomba. Pode ser que dê jeito uma arca de Noé para salvar alguns!!!

 
On 1 de junho de 2009 19:16 , RICARDO BLAUTH disse...

alo MARIA AUGUSTA

PARABENS PELA POSTAGEM. Enquanto houver sonhadores os problemas do mundo, SEJAM QUAIS FOREM terão solução,
Desaparecendo o sonho, a esperança,que transformados em PROJETOS são perfeitamente possiveis de se realizarem o MUNDO FICARÁ MENOR espiritualmente.
Precisamos de gente que não tenha medo de enfrentar, seja o que for com o OTIMISMO dos vencedores.

abrs

ricardo GAROPABA blauth

 
On 2 de junho de 2009 00:12 , sonia a. mascaro disse...

Maria Augusta,
Seu post é muito interessante e original! Nunca havia ouvido falar em Lilypad, a ilha artificial auto-suficiente. Esta ecópole, que pode acolher 50000 habitantes seria usada para emergências, situações onde pessoas estariam em risco? Ou uma opção de habitação? Seja como for, achei a idéia muito criativa.

Vendo este post que você já havia feito para o Ecological Day fiquei sensibilizada e achei ótima a sua idéia de postar a respeito do meio ambiente no início do mês, independente de uma blogagem coletiva.
Um grande abraço e muito obrigada pela excelente postagem!

 
On 2 de junho de 2009 02:27 , disse...

Maria Augusta...são fantásticas estas visões utópicas de um futuro,que poderia não estar tão distante...como diz o Eduardo Julio Verne sonhou e tantos de seus sonhos foram realizados....mas acho que viviamos outros tempos...infelizmente tendo a concordar com o Jorge,com perigos como armas nucleares em mãos de loucos como os da Coreia do Norte fica dificil prever só maravilhas como esta...mas sejamos otimistas.,
maravilhosa sua postagem..beijos

 
On 2 de junho de 2009 03:31 , Luma disse...

Maria Augusta, na construção de plataformas de petróleo já utilizamos desta engenharia de flutuação. Cada plataforma se utiliza de meios de sobrevivência da tripulação e este arquiteto dinamizou, dando glamour e equipando com soluções ecossistentes que infelizmente neste século ainda não será possível a construção por causa de materiais a serem desenvolvidos, acredito que somente após a dobrada do século, não antes. A grande crítica a esse projeto não é o conceito de salvar a humanidade, mas por ser bastante elitista. Beijus

 
On 2 de junho de 2009 10:22 , Georgia disse...

Eu sinto medo de algo assim,rs. Gosto muito dos meus pés no chao.

Eu acredito que o mundo precisa em primeiro lugar de um controle à natalidade.

Acredito também que se essa plataforma será apenas para alguns elitizados, nao acredito que seja para qualquer um nao.

Algo que me chamou atencao foi a idéia da forma da Vitória- Régia. Já estaria a natureza desde o seu início dando idéias ao homem de como sobreviver a uma catástrofe oceânica e já deixando a idéia de sobrevivência?

Nunca saberemos com certeza, mas há aqueles que têm olhos clínicos para ver uma balsa salva-vidas onde muitos nao conseguem ver.

Amei o post.

Uma linda semana ensolarada prá você. Aqui o nosso feriado foi maravilhoso.

beijos

 
On 2 de junho de 2009 10:36 , Meire disse...

Eu tenho medo e ao mesmo tempo fico imaginando como seria a seleçao...
Bjs

Meire

 
On 2 de junho de 2009 11:16 , Maria Augusta disse...

Eduardo, é verdade que Julio Verne previu em seus sonhos muitas das realizações atuais...e os novos Julio Vernes estão aparecendo.
Um abração.

João, como você disse, hoje é a necessidade que alimenta os sonhos, os problemas aparecem e as propostas para resolvê-los também.
Abraços.

Jorge, é bem possivel que surja uma guerra (mesmo biológica) para resolver os problemas da superpopulação, no passado isto já aconteceu para resolver problemas econômicos...
Um grande abraço.

Ricardo, os sonhadores fazem o mundo avançar, mostram que ainda existem soluções para os problemas existentes...
Abraços.

Sonia, segundo o autor do projeto poderia ser uma coisa ou outra...o grande mérito é ter aberto uma discussão sobre sua viabilidade e a proposta de auto-suficiência ambiental que ela traz.
Um beijão.

 
On 2 de junho de 2009 11:35 , Maria Augusta disse...

Vi, se olharmos estas ilhas como opções de habitação para quem desejar (e puder) viver de modo auto-sustentável ecologicamente é realmente um sonho. Se a olharmos como "arcas de Noé" para regiões inundadas ou para um mundo tão poluido que seja inabitável (talvez devido a uma guerra nuclear), é um cenário de pesadelo. O melhor é sermos otimistas, como você disse.
Um grande beijo.

Luma, realmente ele se inspirou em parte nas plataformas off-shore, a previsão de construção depende da necessidade ou do interesse, pode ser feita antes do final do século se se investir para resolver os problemas pendentes. Quanto a ser dedicada a uma elite ou não, isto cabe a cada comunidade assumir suas responsabilidades para que no caso de ser uma solução "salva-vidas", que ela esteja ao alcance de todos e não só para a "primeira classe", como para o Titanic...
Beijos.

Georgia, eu também, prefiro a terra firme...mas me tranquilizaria saber que existe uma solução no caso de um cenário catástrofe, no qual isto não seria mais possível. Além disto, a autosuficiência energética e sem poluição, foi a coisa que achei a mais fascinante neste projeto.
Aqui também está fazendo um tempo lindo.
Um beijão.

Meire, rezemos para que não chegue este dia no qual as pessoas tenham que ser selecionadas para entrar em uma "Arca de Noé", a resposta dá medo mesmo.
Beijos.

 
On 2 de junho de 2009 16:33 , sonia a. mascaro disse...

Querida Maria Augusta,
Você aqui e depois a Vi no noVíTá tiveram uma ótima idéia de procurar postar no começo do mês uma matéria sobre Ecologia, independente de blogagem coletiva. Como estou aberta a novas sugestões e propostas, vou encampar a idéia de vocês com prazer e postar também um tema ecológico no começo do mês, sem a preocupação de postagem coletiva.
Beijos!

 
On 2 de junho de 2009 18:39 , Eduardo P.L disse...

Maria Augusta,

para nós não tem dia para defender o meio ambiente, e "Ecological" é TODO dia!
Vamos nessa!

Bjs

 
On 2 de junho de 2009 20:59 , entremares disse...

A ideia é interessante... mas parte do principio que já não é possível fazer nada para impedir o que vai acontecer ( a subida dos oceanos ).

Vou continuar a batalhar, no presente, para evitar a necessidade destas medidas "de recurso"...

 
On 2 de junho de 2009 22:01 , sonia a. mascaro disse...

Maria Augusta, já coloquei a sua idéia e a da Ví em ação! Ecological Day continua, mesmo sem blogagem coletiva.
Bjs.

 
On 3 de junho de 2009 02:38 , Elma Carneiro disse...

Maria Augusta, a união faz a força, e que bom estarmos unidas pelo Ecological Day.
Hoje à tarde saí correndo e fotografei um beija-flor solitário que cantava nos fios de luz em frente de onde moro.
A aderi também a essa nova iniciativa como solução para quem ama a natureza. E sem o compromisso de ser uma blogagem coletiva, fica então ao desejo de cada um.
A sua postagem é m a r a v i l h o s a como sempre.
Tenho um cantor no Caliandra.
Voltarei mais tarde para ler toda essa suas postagem como sempre de primeira qualidade e inteligente.
Aqui sempre aprendo mais, e saio mais rica.
Beijos

 
On 3 de junho de 2009 03:30 , Marco disse...

Eu achei seu post intrigante, muito mais pelo fato de me assustar o constante crescimento da humanidade. As vezes penso que a Terra vai ser sufocada. Mas quanto a essa ilusão (que é o significado dessa nova Arca de Noé) acho que alguma coisa vai acontecer antes de precisarmos tomar uma atitude desse tipo. A Natureza parece sempre encontrar meios de nos deter, não parece?
Grande abraço

 
On 3 de junho de 2009 08:59 , Maria Augusta disse...

Sonia, que bom que você manteve o Ecological Day, assim nele podemos fazer lembrar que o meio ambiente deve ser respeitado durante o ano todo.
Beijos.

Eduardo, concordo plenamente, o "Ecological Day" é todos os dias.
Abraços.

Elma, um beija-flor é um lindo modo de festejar a beleza da natureza que nos cerca.
Um grande beijo.

Marco, o uso como "Arca de Noé" é uma ilusão, mas paises como Dubai e a Holanda já estão estendendo seus territórios sobre o mar e este tipo de "cidade flutuante" seria uma alternativa a mais para isto. Mas concordo com você quando diz que a natureza tem seus próprios reguladores e ela terá sempre a última palavra.
Abraços.

 
On 3 de junho de 2009 22:30 , Diz disse...

O futuro... o que virá?
bjs Laura