21.4.10 | Autor: Maria Augusta

Quantos acontecimentos ocorreram na história do Brasil no dia 21 de abril...Tiradentes, a morte de Tancredo Neves e a inauguração de Brasília. Pois é, esta última foi há 50 anos atrás, para a história de uma pais é um espaço de tempo curto, mas quanta coisa aconteceu neste período, não é mesmo? Renúncia de presidentes, golpes de estado, nova constituição para o país, e muitas manifestações populares que culminaram com esta abaixo, a mais recente, para "comemorar" os 50 anos da Capital...

Confesso que sabia muito pouco sobre as razões que levaram à instalação da capital no interior do Brasil. Lendo sobre o assunto para preparar este post, soube que o Marquês de Pombal já havia pensado na instalação da capital do império português no coração do Brasil e José Bonifácio de Andrada e Silva em 1823 também havia sugerido a mudança da capital para o interior (e proposto o nome de Brasília), o que já foi inserido na primeira constituição republicana de 1891. No entanto a pedra fundamental foi colocada em 1922 e a construção começou em 1956, no governo de Juscelino Kubitschek.O projeto de Lúcio Costa que definiu o urbanismo foi o vencedor de um concurso que envolveu 41 concorrentes. (Clique na imagem abaixo para ver a excelente "linha do tempo" da construção de Brasília da UOL).

Em relação à sua concepção e arquitetura, pessoalmente gosto muito, mas elas tem sido muito contestadas e criticadas, dizem que ela não é humana, que é uma cidade "artificial" incapaz de absorver as adaptações decorrentes da evolução, que é simplesmente uma obra de arte para ser somente contemplada.Quanto a isto, acho que só seus habitantes (permanentes, pois os políticos vão e vem) podem responder, e parece que eles tem um dos níveis de vida mais altos do Brasil. Talvez ela ainda esteja longe do sonho de D. Bosco, que dizia que "entre os paralelos 15° e 20° do hemisfério sul perto de um lago havia um lugar de uma riqueza inconcebível onde surgiria a terra prometida vertendo leite e mel", mas ela vai resistindo e se impondo como a capital do Brasil (...embora aqui na Europa ainda pensem que é o Rio ou...Buenos Aires rs).


FELIZ ANIVERSÁRIO, BRASÍLIA!


(Clique na imagem para ver o diaporama)
7.1.10 | Autor: Maria Augusta
Com este post e esta série de fotos gostaria de homenagear a cidade de São Luiz do Paraitinga, berço de Oswaldo Cruz. Estivemos lá em 2006 e ficamos maravilhados com o charme do casario colonial, de suas ruelas coloridas, de sua culinária típica, de seu rico folclore e também com a natureza que a rodeia. Mas o mais importante foi realmente a simpatia e o calor humano das pessoas. Viajávamos com minha sogra idosa, que requeria uma atenção especial e esta não faltou principalmente por parte da proprietária da Pousada Nativa's (nela havia um vitral magnífico representando a Igreja Matriz da cidade), onde nos hospedamos. Partimos de lá com a mala cheia de pequenos sacis e livros sobre as lendas do folclore brasileiro, pois este é levado a sério nesta cidade.

Neste momento terrível que eles estão enfrentando devido às perdas importantes que tiveram devido às chuvas, desejamos que eles superem as dificuldades e reconstruam seus lares e sua cidade, pois esta é um exemplo de valorização da cultura brasileira.


Para saber como você pode ajudar os sinistrados de São Luiz de Paraitinga, clique aqui.
15.6.09 | Autor: Maria Augusta

Toque a campainha e veja onde me sinto em casa

Este post faz parte da Tertúlia Virtual organizada pelo Varal de Idéias e pelo Expresso da Linha.

19.4.09 | Autor: Maria Augusta

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"A nação indígena dos Kaiapós habitava uma região onde não havia o Sol nem a Lua, tampouco rios ou florestas, ou mesmo o azul do céu. Alimentavam-se apenas de alguns animais e mandioca, pois não conheciam peixes, pássaros ou frutas. Certo dia, estando um índio a perseguir um tatu-canastra, acabou por distanciar-se de sua aldeia.

Inacreditavelmente, à medida que o índio se afastava, sua caça crescia cada vez mais. Já próximo de alcançá-la, o tatu rapidamente cavou a terra, desaparecendo dentro dela. Sendo uma cova imensa, o indígena decidiu seguir o animal, ficando surpreso ao perceber que, ao final da escuridão, brilhava uma faixa de luz. Chegando até ela, maravilhado, viu que lá existia um outro mundo, com um céu muito azul e o sol a iluminar e a aquecer as criaturas; na água, muitos peixes coloridos e tartarugas. Nos lindos campos floridos, destacavam-se as frágeis borboletas; florestas exu­berantes abrigavam belíssimos animais e insetos exóticos, contendo ainda diversas árvores carregadas de frutos. Os pássaros embelezavam o espaço com suas lindas plumagens.

Deslumbrado, o índio ficou a admirar aquele paraíso, até o cair da noite. Entristecido ao acompanhar o pôr-do-sol, pensou em retornar, mas já estava escuro... Novamente surge à sua frente outro cenário maravilhoso: uma enorme Lua nasce detrás das montanhas, clareando com sua luz de prata toda a natureza. Acima dela, multidões de estrelas faziam o céu brilhar. Quanta beleza! E assim permaneceu, até que a Lua se foi, surgindo novamente o Sol.

Muito emocionado, o índio voltou à tribo e relatou as maravilhas que viera a conhecer. O grande pajé Kaiapó, diante do entusiasmo de seu povo, consentiu que todos seguissem um outro tatu, descendo um a um pela sua cova através de uma imensa corda, até o paraíso terrestre. Lá seria o magnífico Mundo Novo, onde todos viveriam felizes."

Livro: Lendas e Mitos dos Índios Brasileiros
Autor: Walde_Mar de Andrade e Silva
Editora: FTD


Hoje é o Dia do Índio e para homenageá-los resolvi trazer esta lenda deste livro, cujo autor Walde_Mar de Andrade e Silva, tive o privilégio de encontrar no início deste ano durante uma visita ao Museu do Índio em Embu das Artes, próximo a São Paulo. Artista plástico tendo realizado dezenas de exposições no Brasil e na Europa, o tema de seu trabalho é a vida e a cultura dos índios brasileiros, viveu muitos anos entre eles a convite dos irmãos Villas-Boas. Atualmente é responsável pelo Museu do Índio no Embu, e apresenta com entusiasmo e paixão os objetos nele expostos (quinze minutos de conversa com ele e saimos de lá completamente cativados), que ele mesmo amealhou durante suas estadias nas aldeias indígenas brasileiras. Sua vida e sua obra também merecem ser conhecidas, pela abnegação com a qual se dedica à divulgação da cultura dos índios e do meio ambiente.

(CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO PARA VER NOSSAS FOTOS DO MUSEU)

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© Antonio Carlos Castejón (Flickr)



O texto da lenda e as fotos das obras de Walde_mar de Andrade e Silva foram tirados daqui, onde você poderá ler sua biografia e obter detalhes sobre o "Museu do Índio" do Embu.

Veja também o diaporama da UOL intitulado "Crianças índias das várias tribos do Brasil". LINDÍSSIMO!


Update 20/04/2009

O Gilrang nos trouxe nos comentários uma interessante dica sobre a literatura dos índios :

..."a livraria cultura publicou hoje o seu último número da revista da cultura, a qual apresenta um artigo da jornalista kelly de souza sobre a literatura indígena no brasil. eu recomendo a leitura a todos."

A Elma, no seu magnífico post sobre o construtivismo no blog Espaço das Artes, nos forneceu um link imperdível sobre a história e o simbolismo da arte marajoara :

Simbologia e arte nas culturas Marajoara e Tapajônica

A Vi publicou há algum tempo um excelente post sobre a situação dos índios brasileiros e a arte plumária (aqui).

E no "Le Jardin Ephémère" :

A Civilização Perdida da Amazônia descreve as evidências encontradas por cientistas de que teria havido nesta região uma civilização pré-colombiana que era mais adiantada que aquelas encontradas quando da chegada dos europeus.

Os Últimos Homens Livres : sobre a vida dos índios Zoé, uma das últimas tribos "intactas", que não sofreram ainda influências do "homem branco".

 

8.4.09 | Autor: Maria Augusta

Aqui na França quando as pessoas se referem ao idioma falado no Brasil, eles dizem que falamos o brasileiro. Eu explico sempre que nossa língua é o português...no entanto devo reconhecer que às vezes quando leio textos escritos por portugueses, como no caso dos blogs amigos, algumas palavras me escapam. O que é muito natural, uma língua é algo de vivo, evolui e vai se modificando em função das influências que recebe, portanto ela apresenta variações quando falada de um lado e do outro do oceano ou mesmo de uma região a outra dentro de um mesmo país. Visitando o "Museu da Língua Portuguesa", há alguns meses, vi uma cronologia sobre a evolução do português na qual pude entender como e quando estas influências aconteceram, e a reproduzo para vocês aqui neste diaporama (peço desculpas pela qualidade da imagem, a luz era difusa e não tínhamos um tripé para obter uma exposição mais longa. Se não conseguirem ler algum dos textos me avisem, eu o colocarei depois).


Cronologia da língua portuguesa

(para parar a imagem e ler passe o mouse sobre ela ou clique no controle abaixo do diaporama à esquerda)



Se não conseguiu ler o diaporama, tente aqui, no Picasa


Links interessantes :

Museu da Língua Portuguesa (São Paulo)

Algumas palavras que tem significados diferentes no Brasil e em Portugal


24.3.09 | Autor: Maria Augusta

Estes são alguns personagens insólitos que encontramos no Centro da cidade de São Paulo, nas recentes férias que passamos nesta cidade, e que traziam, cada um à sua maneira, alguns momentos de diversão no meio do corre-corre da metrópole que não pode parar.

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Update 1 :

O comentário da querida Aninha mostra bem o lado "jardin" e o lado "cour" da questão :

"E São Paulo é assim, um misto de artes e talentos.Há os pintores que nos impressionam com tanta habilidade. Há os que cantam ou tocam uma pequena banda, em plena 23 de Maio, ou República.Há os que tentam levar vantagem sobre os demais com um joguinho escuso. Enfim, São Paulo é isso, um misto de encantamento e de destruição, quando se anda pelas ruas centrais, e se depara com uma São Paulo que fede urina.Só uma coisa não se pode negar, é a cidade mais amada que se tem conhecimento."

Update 2 :

E por falar em São Paulo, recebi este convite hoje (devo ter deixado as coordenadas nas minhas andanças por lá). Não posso aproveitar, mas talvez alguns de vocês possam :

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