2.7.10 | Autor: Maria Augusta

Este é o ano da biodiversidade, uma oportunidade a mais para o ser humano olhar em torno de si e apreciar a a riqueza e a complexidade da natureza, sem se esquecer que ele também faz parte dela. E também uma ocasião para avaliar os resultados de sua ação sobre o mundo que o cerca e trabalhar para impedir que ele continue a se deteriorar...afinal, quem quer destruir esta beleza, não é mesmo? E é sempre bom lembrá-lo como neste Ecological Day.










Autores das fotos :

Ursos © Eric Baccéga Pinguins © Xavier Desmier/Rapho
Leopardos © Michel et Christine Denis-Huot
Camaleão © Daniel Heuclin/Bios
Chimpanzé © Cyril Ruoso/Bios Ebano © Yann Arthus-Bertrand
Baleias © Philippe Bourseiller / www.bourseiller.com
Coruja © Vincent Munier / www.vincentmunier.com
Raposa © Pascal Bourguignon
Corais © Yann Arthus-Bertrand
Lagarta © Frank Deschandol/Philippe Sabine
Campos de cultivo © Yann Arthus-Bertrand
Peixes © Xavier Desmier/Rapho
Zangão © Jean-Christophe Vincent/Bios
Peixe-predador © Michel Loup
Vaca e cerejeiras © Yann Arthus-Bertrand
Jacintos d'água © Yann Arthus-Bertrand
Deserto © Yann Arthus-Bertrand


Fonte : L'Internaute

2.6.10 | Autor: Maria Augusta

Para este Ecological Day, gostaria de falar sobre a impressionante a luta que está se travando nos Estados Unidos contra esta maré negra que ameaça suas costas. Desde o acidente com a plataforma petrolífera Deepwater Horizon, 2 a 3 milhões de litros de petróleo são lançados no mar diariamente, sem que as tentativas para interromper o vazamento tenham sucesso. As costas da Louisiana já foram alcançadas e a Flórida também está ameaçada. Os prejuizos para a flora e a fauna são imensos e o desgaste político para o governo americano é evidente, sem falar na perda dos pescadores e dos que vivem do turismo nestas regiões. A companhia responsável pela plataforma teria negligenciado regras de segurança, o que teria acarretado o acidente? Dizem que a probabilidade de um acidente desta ordem acontecer era tão ínfima que não foram previstas soluções para resolver este problema, pode? No entanto, não foi a primeira catástrofe ambiental causada por vazamento de petróleo. Vejam no diaporama abaixo recentes acidentes que acarretaram poluições através do mundo...










E no Brasil que tem tantas plataformas petrolíferas no mar, será que medidas de segurança são tomadas para remediar as consequências no caso de um acidente desta dimensão?
2.5.10 | Autor: Maria Augusta


Lendo sobre as "feral houses" que a Sonia trouxe para este Ecological Day, me lembrei desta proposta do arquiteto Jean Nouvel para a "Grande Paris"(acima) e da nova tendência que está sendo adotada nas construções por aqui : as paredes e os tetos vegetalizados. A razão é que como as novas construções devem levar em conta o impacto ambiental, a presença das plantas nas paredes e no teto apresentam várias vantagens tais como a contribuição à biodiversidade, uma melhoria da qualidade do ar das cidades, um bom isolamento térmico e acústico, além de ajudar no escoamento da agua das chuvas.

Existem dois processos para o teto vegetalizado, o intensivo e o extensivo. O primeiro sistema, o intensivo, é aquele das coberturas dos prédios cobertas por vasos de plantas, cuja manutenção é feita como para um jardim normal. No segundo caso, o teto é recoberto por um "tapete" vegetal, que é colocado sobre uma camada de mineral não muito espessa (~15cm). As plantas usadas são gramíneas e outras plantas que não crescem muito. O imóvel é protegido da penetração das raizes por um revestimento que garante a estanqueidade, recoberto por uma camada de gravetos qua ajuda a drenar a água da chuva.

Quanto às paredes vegetalizadas, a forma mais corrente de obtê-las é pelo uso das trepadeiras, que no entanto exigem uma manutenção constante para não invadir outras áreas e não danificar o reboco. Estas paredes vegetalizadas podem ser tanto internas quanto externas. Vejam abaixo alguns exemplos de imóveis vegetalizados :


Museu do Quai Branly em Paris : esta é uma criação do botanista Patrick Blanc. Este muro vegetal tem uma superfície de 800 m2 e é composto por 15000 plantas oriundas do Japão, da China, dos Estados Unidos e da Europa Central. A instalação é garantida por 30 anos.
©DR
(clique na imagem para aumentá-la)

Este muro vegetal é dos Halles de Avignon (França) e também foi realizado por Patrick Blanc.
©DR
(clique na imagem para aumentá-la)

"Flower Tower" é o nome deste prédio realizado pelo arquiteto Édouard François em Paris. Cada andar possui terraços preenchidos com enormes vasos de concreto contendo bambus que são regados automaticamente. A vegetação filtra o ar e os habitantes tem a impressão de estar em meio à natureza.
©Pierre Marilly DR

(clique na imagem para aumentá-la)

O grupo escolar Buffon em Thiais (França) foi construido na altura das árvores, que são Paulownia imperialis. Foi realizado por Édouard François, em colaboração com Duncan Lewis (1996).
©DR
(clique na imagem para aumentá-la)

Entre os imóveis de um conjunto residencial de Paris, o paisagista Michel Desvigne transplantou uma paisagem natural.Um tapete de hera se estende entre as fachadas, enquanto que os troncos prateados das bétulas preenchem o espaço entre os prédios (1992).
© DR

(clique na imagem para aumentá-la)


Fontes :

Côté Maison
Echobio


Veja também :

Casas Verdejantes (casas vegetalizadas fotografadas pela Sonia do "Leaves of Grass")


21.2.10 | Autor: Maria Augusta

Escrevi este agradecimento ao Rolando Palma no ano passado, quando recebi dele como presente esta imagem que sintetizava este blog publicada no "Entreblogs"...pois ele tinha esta capacidade, de captar a essência das coisas a partir do que escrevíamos e traduzi-la sob a forma de imagens e escritos. Cada vez que ele passava por aqui com seus comentários sempre pertinentes e plenos de filosofia, sempre enriquecia este cantinho.

Qual a diferença entre mares e oceanos? Deve haver uma explicação, mas qual é a importância se ambos abrigam as estrelas-do-mar e inspiram os poetas, não é mesmo? Como por exemplo este poema de Fernando Pessoa que descreve tão bem a alma portuguesa :

Mar Português

"Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu"

Porque hoje estou falando de mares e de Portugal? Porque ambos os assuntos são fascinantes e também para agradecer ao amigo Rolando, do blog Entremares, que colocou este blog entre os três que ele considera os mais criativos, me presenteando com a linda imagem que ilustra este post. Ele navega Entremares, Entreartes, Entremúsicas, Entrefilmes, Entrefotos, sempre com muito talento e elegância, e ainda tem tempo para gestos atenciosos como este em relação aos outros blogs. Muito obrigada, Rolando!

Difícil de acreditar que ele não está mais no nosso mundo real, nem no nosso mundo virtual, que passou a uma outra dimensão. Prefiro acreditar que um ser humano e um intelecto que oferecem tanto, como ele nos oferecia, não desaparecem...E ele que viveu "Entremares", "Entreoceanos" (que ele atravessava para ir ver sua querida Regina), nos deixou "Entre Estrelas"...representadas pelas centelhas de seu talento que ele tão generosamente distribuiu na blogosfera. E que cada vez que nos depararmos com um de seus contos ou mesmo com um de seus sábios comentários sentiremos sua presença. E ele, onde estiver, ele deve estar concordando com o que diz Fernando Pessoa no poema acima : "Tudo vale a pena se a alma não é pequena"...

Meus sinceros sentimentos a seus familiares, assim como à Regina e a seus entes queridos.

E obrigada ao Eduardo e ao Jorge por terem reativado a "Tertúlia Virtual", nos reunindo para esta homenagem...

1.2.10 | Autor: Maria Augusta
O Congresso de Copenhague para o clima fracassou, o Sol que continua "em repouso", o frio terrível deste inverno no Hemisfério Norte, com tudo isto o aquecimento climático e suas causas tem sido muito discutidos e reavaliados. Mas isto não impede neste Ecological Day de constatar os danos que causamos em torno de nós como a poluição industrial e refletir sobre os meios a empregar para não abdicar de nosso conforto e ao mesmo tempo respeitar a natureza. Neste sentido, encontrei o trabalho de J. Henry Fair que percorreu o planeta fazendo fotos aéreas magníficas...mas com um terrível significado! Algumas delas estão listadas abaixo, não hesite a clicar para ampliá-las, são muito bonitas...

A poluição provocada pelos metais pesados perto da usina geradora de eletricidade de Lausitz, na Alemanha.
© J Henry Fair

(clique na imagem para aumentá-la)

Nas minas de carvão, os empregados cavam o solo para liberar este precioso combustível. A parte que não é usada para produção de energia é empilhada para reforçar a estrutura da mina. © J Henry Fair

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Esta imagem foi realizada na Carolina do Sul. A cor laranja corresponde à poluição gerada pela extração de minérios, no caso o carvão. As cinzas, assim como o arsênico, o mercúrio, o selênio e o chumbo entram em contato direto com o lençol freático. © J Henry Fair

(clique na imagem para aumentá-la)

Estas fileiras bem ordenadas são sedimentos revolvidos para a obtenção de carvão. Esta imagem foi feita em Lausitz na Alemanha. © J Henry Fair

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As chaminés das centrais elétricas que funcionam a carvão são muito poluidoras, liberando nuvens carregadas de cinzas. Estas se depositam nos arredores, inclusive na água. © J Henry Fair

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Este "dragão" é uma mina de fosfato na Flórida. Ele é formado pela descarga de rejeitos líquidos provenientes das minas de fosfato. Estes produtos são extremamente tóxicos para o meio ambiente. © J Henry Fair

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Quase um milhão de hectares de florestas antigas dos Montes Apalaches forma destruidas devido à uma exploração de uma mina. As zonas verdes são uma mistura de ervas e de produtos fertilizantes. Estas crescem mas morrem rapidamente.
© J Henry Fair

(clique na imagem para aumentá-la)

Esta também é uma mina de fosfatos na Flórida. A utilização de ácido sulfúrico para a obtenção desta matéria prima para os fertilizantes produz rejeitos ácidos. O tratamento também libera gases à base de fluor. Todos estes compostos são perigosos para os animais que vivem na região. © J Henry Fair

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Este rio dourado parece muito bonito mas é melhor não tocá-lo, pois ele é rico em urânio e em ácidos. © J Henry Fair

(clique na imagem para aumentá-la)

Esta imagem vermelha alaranjada mostra a poluição das águas com mercúrio, cádmio, cromo e arsênico perto da usina geradora de eletricidade de Lausitz na Alemanha © J Henry Fair

(clique na imagem para aumentá-la)



A Agência Americana de Proteção do Meio Ambiente (APE) reconheceu este lugar da Carolina do Norte com sendo vítima de poluição maciça. Os lençóis freáticos foram contaminados pelo arsênico proveniente de bacias de rejeitos líquidos insuficientemente protegidos. © J Henry Fair

(clique na imagem para aumentá-la)

Montanhas de sedimentos resultantes da extração de carvão. © J Henry Fair

(clique na imagem para aumentá-la)


Fonte : L'Internaute
2.12.09 | Autor: Maria Augusta

© Éric Lefranc/Biosphot

Começa dentro de alguns dias em Copenhague a COP15 (United Nations Climate Change Conference) e devido ao seu carater fundamental para o futuro do planeta, me perguntei sobre o que vai acontecer nela e trouxe algumas respostas para este Ecological Day :

1. O que está em jogo em Copenhague?

É o próprio futuro do planeta...Sim, porque lá estarão reunidos líderes do mundo inteiro sob a égide da ONU para propor suas soluções em relação ao objetivo de redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa. A meta é a limitação do aumento de temperatura a 2°C até 2050, pois se ela sobe além deste limite as consequências serão catastróficas, segundo o GIEC (Grupo de Experts Intergovernamental sobre a Evolução do Clima). Para alcançar este objetivo as nações industrializadas deveriam reduzir a emissão dos gases que causam o efeito estufa a partir de 2005, como foi decretado no protocolo de Quioto em 1997. O objetivo do encontro de Copenhague é reforçar estas medidas e induzir os paises a se comprometer em relação ao cumprimento delas.

2. Qual são os obstáculos?

O grande obstáculo vem dos maiores poluidores, os Estados Unidos e a China. Os Estados Unidos não ratificaram o Tratado de Quioto e se tem se negado a adotar medidas muito restritivas para reduzir as emissões de CO2. A China, que é o maior poluidor atualmente também tem mostrado resistência a adotar medidas que poderiam frear seu desenvolvimento.

Mas em relação aos dois, parece que uma pequena luz se vislumbra no fim do túnel, pois tanto o presidente Hu Jintao da China, quanto Barack Obama já declararam que estarão presentes a Copenhague. Este último com uma proposta de redução de 17% para 2020, depois 30% para 2025 e 42% para 2030 em relação aos níveis de 2005. O objetivo é considerado modesto pelos ecologistas, mas é visto como um bom sinal para os mais otimistas.

Quanto à China, que tem sofrido repetidamente com grandes secas, chuvas ácidas e uma enorme poluição em suas grandes cidades, parece mostrar sinais de boa vontade com um amplo projeto de reflorestamento e de investimento nas tecnologias "verdes", apesar da reticência em relação às medidas restritivas obrigatórias das emissões de CO2 (70% de sua energia tem como origem o carvão).

3. O que prevê o plano?

O objetivo geral (mas não unânime) é a limitação do aumento de temperatura a 2°C daqui até 2050. Por outro lado ele imporia também uma redução de 25% a 40% das emiisões dos gases causadores do efeito estufa até 2020 por parte dos paises industrializados (vários deles como o Canadá, a Itália, a Espanha, a Áustria já declararam que é uma meta inalcançável...) e uma ajuda aos paises em desenvolvimento visando ajudá-los a implementar seus programas "verdes".

4. Quanto custa e quem vai pagar?

O custo das medidas propostas se elevaria a 100 bilhões de euros por ano e a grande questão é "Quem vai pagar?" Certamente os paises ditos industrializados, que foram os maiores responsáveis pela poluição até agora, mas cada um teme mostrar a "nota" aos seus cidadãos em pleno período de crise financeira. A França sugeriu que cada transação financeira mundial receba uma taxa de 0.01% para cobrir esta "despesa", mas os Estados Unidos não são favoráveis a ela...logo esta é uma questão importante que será discutida em Copenhague e que pode bloquear as negociações.

5. E o Brasil, o que propõe?

O Brasil que tem sido considerado como vilão devido ao desmatamento da Amazônia e deseja mudar de imagem, vai apresentar metas como 39% de redução da emissão de CO2 e a redução de 80% do desmatamento da Amazônia, ambos para 2020 (poderia ser melhor, como desmatamento "0", não é mesmo?).

6. Se as negociações fracassarem, existe um plano B?

O que se teme é que este "sommet" termine com um simples acordo político, sem medidas restritivas obrigatórias. Neste caso, estas seriam previstas para serem assinadas em 2010, no México...será que o planeta pode esperar?


Observação Importante : O Faça a sua Parte esta seguindo passo a passo os acontecimentos referentes à COP15 com uma análise crítica desde os preparativos, não deixe de ler.


27.11.09 | Autor: Maria Augusta

Cigarra ou formiga? É verdade que no final de semana estamos mais para cigarra, mas neste post vou trazer um pouco do universo das formigas. Pois é, elas se constituem em uma das espécies mais fascinantes da natureza, possuem uma capacidade de organização fantástica e não temem trabalhar duro para o bem da colônia. As vezes nos chateiam, por exemplo quando atacam as nossas plantas, não é mesmo? Mas não custa nada penetrar no mundo delas para "espionar" como fez este fotógrafo, Alex Wild. Elas são pequenininhas, não dá para vê-las sobre o gramado? Então passe o mouse sobre os textos e veja o que elas estão aprontando, estas danadinhas...

E bom fim de semana para todos!



Fonte :
L'Internaute

Update 28/11/2009


A Georgia nos traz mais sobre as formigas nos comentários :

"Maria Augusta, as operárias vivem de 2 a 3 meses e durante toda sua vida trabalham em prol da colônia.
Você sabia que rainhas de saúvas podem viver até vinte anos, enquanto rainhas de formigas domésticas vivem aproximadamente 2 a 4 anos?

Para a Sonia que sempre tem formiga na cozinha, faca um sachê com gaze e coloque lá dentro cravos da india, elas detestam esse cheiro, rs.
Outra é injetar, com auxílio de uma seringa, uma soluçao 1:1 de água com detergente de lavar-louças dentro das frestas de azulejos e batentes de portas por onde saem as formigas. Esta metodologia deve ser utilizada sempre que as formigas sao observadas, mas nem sempre surte o efeito desejado."
1.11.09 | Autor: Maria Augusta
Com estas fotos obtidos pelo satélite e divulgadas pelo "Earth Observatory" da NASA, presto homenagem neste "Ecological Day" à beleza de nosso planeta...ao som da voz deste "extraterrestre", que a deixou tão prematuramente.

(clique na imagem para ouvir a canção e ver o diaporama)


Earth Song* (Michael Jackson)

O que vai ser do nascer do sol?
E da chuva?
O que virou tudo
Que você disse que iríamos ganhar?
E os campos de extermínio?
Vamos ter uma descanso?
E o que vai ser de tudo
Que você disse que era meu e teu?
Você já parou pra pensar
Sobre todo o sangue derramado?
Já parou pra pensar
Que a Terra, os mares estão chorando?

Aaaaaaaaaah Aaaaaaaaaah

O que fizemos com o mundo?
Olhe o que fizemos
E a paz
Que você prometeu a seu único filho?
O que viraram os campos floridos?
Vamos ter um descanso?
O que viraram todos os sonhos
Que você disse serem teus e meus?
Você já parou pra pensar
Sobre todas as crianças mortas com a guerra?

Aaaaaaaaaah Aaaaaaaaaah

Eu costumava sonhar
Costumava viajar além das estrelas
Agora já não sei onde estamos
Embora saiba que fomos muitos longe

Aaaaaaaaaah Aaaaaaaaaah
Aaaaaaaaaah Aaaaaaaaaah

O que vai ser do passado?
(E de nós?)
E dos mares?
(E de nós?)
O céu está caindo
(E de nós?)
Não consigo nem respirar
(E de nós?)
E a terra sangrando?
(E de nós?)
Não conseguimos sentir as feridas?
(E de nós?)
E o valor da natureza?

(ooo, ooo)

É o ventre do nosso planeta
(E de nós?)
E os animais?
(E de nós?)
Fizemos de reinados, poeira
(E de nós?)
E os elefantes?
(E de nós?)
Perdemos a confiança deles?
(E de nós?)
E as baleias chorando?
(E de nós?)
Estamos destruindo os mares
(E de nós?)
E as florestas?

(ooo, ooo)

Queimadas, apesar dos apelos
(E de nós?)
E a terra prometida?
(E de nós?)
Rasgada ao meio pelos dogmas
(E de nós?)
E do homem comum?
(E de nós?)
Não podemos libertá-lo?
(E de nós?)
E das crianças chorando?
(E de nós?)
Não consegue ouvi-las chorar?
(E de nós?)
O que fizemos de errado?

(ooo, ooo)

Alguém me fale o porquê
(E de nós?)
E dos bebês?
(E de nós?)
E dos dias?
(E de nós?)
E de toda a alegria?
(E de nós?)
E do homem?
(E de nós?)
O homem chorando?
(E de nós?)
E de Abraão?
(E de nós?)
E da morte de novo?

(ooo, ooo)

A gente se importa?


Este post faz parte da blogagem coletiva "Ecological Day" que ocorre no dia 2 de cada mês, concebida pela Sonia Mascaro e que a partir de agora é organizada pela Mylla Galvão no blog "Vidas Linha". PARTICIPE!




*Letra em inglês de "Earth Song"
AQUI
Fonte do diaporama : L'Internaute
2.10.09 | Autor: Maria Augusta

Para este Ecological Day vou falar de um mar que conjuga a beleza, a riqueza mineral, a posição estratégica e o fascínio que evoca devido à sua história. Na verdade não é um mar, mas um lago salgado, mas alimentado por água doce...trata-se do Mar Morto.

Mosteiro grego-ortodoxo de Mar Saba

Importância religiosa A primeira vez que o Mar Morto me chamou a atenção foi quando vi a exposição "Os Pergaminhos do Mar Morto" na estação Pinacoteca em São Paulo. Estes manuscritos foram encontrados por um pastor dentro de uma caverna e contem uma verdadeira "biblioteca" de pergaminhos feitos há 2000 anos e que permitem o esclarecimento de muitos fatos narrados na Bíblia. Deve-se dizer que seu conteudo até hoje não foi divulgado completamente, teme-se que algumas "verdades" nele contidas não sejam do agrado da Igreja...E por falar na Bíblia, o Mar Morto está profundamente ligado a ela...primeiro porque é alimentado pelo rio Jordão, onde Cristo foi batizado segundo as Escrituras...e não longe de suas margens estão as supostas localizações das cidades de Sodoma e Gomorra, que teriam sido destruidas pela cólera divina, assim como Jericó. Em torno dele se encontram também o mosteiro grego ortodoxo de Mar Saba, cujo vale onde está localizado liga a Cidade Santa de Jerusalém ao Mar Morto, onde - acreditam os monges - "no dia do Juízo Final irá se escancarar a boca do Inferno."

Linha divisória das fronteiras e localização dos pontos importantes às margens do Mar Morto (clique para ampliar)

Importância estratégica Mas a situação atual do Mar Morto também tem uma enorme importância estratégica, pois a linha de demarcação das fronteiras entre a Jordânia, Israel e a Cisjordânia passa no meio dele, porisso ele é chamado o "Mar Dividido" (clique na imagem acima para ampliá-la).

Pingentes de sal na margem jordaniana do Mar Morto

Importância econômica Nele se encontram minas de magnésio, cloreto de potássio e bromo, que são exploradas por Israel e pela Jordânia. A exportação destes materiais alimenta fábricas de adubos para a lavoura que são usados na Europa e no mundo inteiro. E seus afluentes fornecem a água que irriga as plantações dos paises que o circundam, como por exemplo as plantações de pimentões de Israel (abaixo). Outro tipo de atividades que existe em suas margens são as praias...dizem que um banho neste mar embeleza a pele, ameniza dores crônicas e aumenta o bem-estar..no entanto deve-se tomar cuidado para não engolir água, pois ela é tão salgada que poderia causar sérios problemas à saude.

Colheita de pimentões em Israel, cujas plantações foram irrigadas com a água do rio Jordão, afluente do mar Morto

Problemas Mas o mar Morto está secando...devido ao uso intensivo das águas dos rios que o alimentam pelos paises que se constituem o triângulo da seca (Israel, Palestina, Jordânia), o mar Morto está perdendo 1 m de profundidade por ano, e estima-se que em 2050 ele estará completamente seco (por exemplo, a Jordânia pode usar 25% das águas do rio Jordão, Israel 50% e a Siria os 25% restantes) ...veja na imagem abaixo, a água alcançava o nível da plataforma do atracadouro.

Atracadouro : antes o nível da água chegava à sua plataforma

Solução? Para resolver este problema existe um projeto para criar um duto de 175 Km que o ligaria ao Mar Vermelho trazendo para ele 1,8 bilhão de metros cúbicos de água por ano - e ainda poderia ativar usinas hidrelétricas. Quase a metade dessa água deverá ser dessalinizada artificialmente, para atender aos moradores da região e suas lavouras (fonte aqui). Ele é chamado o Canal da Paz, pois seria necessário que os paises que dele se beneficiariam, embora em conflito político, entrem em acordo tanto para construí-lo, quanto em relação ao seu modo de utilização. Embora os ecologistas estejam céticos em relação ao funcionamento deste sistema, pelos problemas de equilíbrio químico e ecológico que ele causaria aos dois mares, alguns acreditam que seria uma boa solução política, e poderia evitar o que os catastrofistas estão prevendo : a próxima guerra naquela região será a "Guerra da Água"...


Fonte (inclusive das fotos) GEO


Update 03/10/2009

A Georgia, a quem agradeço, nos trouxe este complemento nos comentários :

"As dolinas, depressões conhecidas como as cicatrizes do mar. São mais de 2.500 goelas de até 40 metros de largura e 25 metros de profundidade que marcam a costa ressecada. Junto com outros cientistas, ele descobriu como se formam essas fendas. Como o nível do mar está continuamente abaixando, a água dos lençóis freáticos penetra cada vez mais profundamente no solo. Ela dissolve as camadas de sal nas margens e, com isso, cria fraturas, que deixam à mostra espaços vazios.

Essas crateras são traiçoeiras. Já tragaram um camping inteiro."

"Dolinas de água salobra, colorida pela ação dos micróbios, estendem-se ao longo da margem, perto do oásis israelense de En Gedi. As crateras se formam quando o lençol freático lava tão intensamente blocos de sal subterrâneos que o chão sobre as cavernas desaba" (GEO)


A Luma (merci!) nos fala demais uma história bíblica ligada ao Mar Morto e de uma outra utilização de suas riquezas :

..."Fiquei impressionada com as fotos! O mar morto entrou na minha vida por causa das histórias religiosas contadas na infância. A que mais lembro é da construção da fortaleza de Massada por Herodes. Já na adolescencia, descobri que essa fortaleza serviu de refúgio para os últimos judeus resistentes da Grande Rebelião contra os Romanos e da tragédia que se abateu sobre eles, quando viram que seriam derrotados pelos romanos, decidiram pelo suicídio coletivo.

Tenho uma prima que só usa produtos cosméticos da marca israelita Ahava, que são feitos com minerais do mar morto. Dizem que além da grande concentração de sal, a água é super oleosa."...

2.9.09 | Autor: Maria Augusta

Todas estas cores, indo do branco opalino ao mais profundo castanho...dá vontade de dizer do, ré, mi, fá, sol, lá, si...mas na verdade é faia, maple, pereira, cerejeira, tech, ipê, ébano ...essências da floresta que nos trazem uma sinfonia de cores. Mas elas nos trazem também outras sinfonias, pois entre as inúmeras utilizações da madeira das árvores, esta a fabricação de instrumentos musicais. Sempre me perguntei quais os tipos de árvores que serviam para nos trazer estes sons maravilhosos que saem de uma flauta, de um violino, de um órgão...e encontrei alguns elementos de resposta para este Ecological Day.

Se pensamos nos sons que nos vem das magníficas catedrais com seus imponentes órgãos por exemplo...os mais antigos foram feitos de carvalho, castanheiro, pinheiro ou outras madeiras "de proximidade". E é interessante que se observa que os mais antigos mantem a qualidade do som, enquanto os realizados no século XIX necessitam de restauração, pois as madeiras usadas então, como a nogueira e as coníferas, tiveram sua composição alterada com o tempo.No entanto, o tipo de material tem mais importância no caso dos instrumentos de corda que nos de sopro, nos quais o corpo sonoro é o próprio ar e a acústica depende da forma do tubo e/ou do bico...no entanto existe uma controvérsia a este respeito, e muitos fabricantes atribuem uma grande importância à escolha do material, sendo que se observa um retorno ao uso da madeira, que havia sido substituida pelo metal ou mesmo o plástico. Em relação a este, deve-se ressaltar uma experiência que está sendo realizada na Amazônia, na qual vários tipos de madeira alternativas (louro, amapá-doce, breu-sucuruba, copaíba, ipê, maçaranduba, mogno*, açoita-cavalo, tocacazeiro e tauari) estão sendo avaliadas com sucesso para substituir o plástico na manufatura de gaitas no Brasil.

Quanto aos instrumentos de corda, encontrei o seguintetexto em relação ao violão :

"Cada parte do violão cumpre uma função importante e específica na obtenção de um certo resultado. É preciso entender que a maneira como o violão é construído exige que cada parte tenha uma característica peculiar. Ao contrário do que muitos pensam, o que determina a qualidade da sonoridade do violão é o tampo. O fundo serve praticamente que só para refletir o som produzido pelo tampo. então temos as seguintes funções: o tampo tem de vibrar de forma flexível, para que o som se propague com facilidade, mas também organizada, para que haja equilíbrio em todas as regiões, grave, média e aguda. O fundo tem de ser uma madeira mais rígida, para refletir o som do tampo sem interferência. Essa estrutura tem de ser mantida de pé, então o "esqueleto" do instrumento tem de ser feito com uma madeira forte e durável, mas também flexível. A escala tem de ser feita com madeiras muito estáveis, pouco porosas, para manter a estabilidade e não se alterar com mudanças de temperatura e umidade.

No passado, inúmeras experiências foram feitas e chegou-se a um formato básico que inclui o abeto ou o cedro americano (ambas coníferas, aparentadas com o pinho) para o tampo, uma madeira da família do jacarandá ou do ácero para o fundo e laterais, o cedro para a parte posterior da escala e o ébano para a escala propriamente dita. é possível substituir todas essas madeiras por similares mais baratos, e, no caso da escala, até por material plástico, mas o resultado é geralmente inferior à combinação clássica..."(texto daqui)

E o rei dos instrumentos, o violino?

Stradivarius verificando um de seus instrumentos (Wikipédia)

Estudos científicos recentes (fonte aqui) mostraram que a magnífica sonoridade dos violinos Stradivarius está relacionada com a homogeneidade da densidade das madeiras usadas em sua fabricação. Segundo eles, por volta de 1700, época em que ele confeccionou seus melhores violinos, houve uma redução da atividade solar que provocou um frio intenso, que influenciou o crescimento
das árvores e a variação de sua densidade...e este seria o segredo da excelência destes instrumentos, que até hoje nenhum outro luthier conseguiu igualar...

E poderíamos falar ainda das madeiras utilizadas para os pianos, para as harpas, para os instrumentos de percussão...afinal, o que existe é mais belo que falar da floresta e da música, não é mesmo? Mas não podemos esquecer que para que elas existam sempre, as recomendações para o uso da madeira de modo a preservar as florestas devem ser respeitadas:

- utilizar de preferência madeiras das proximidades,

- utilizar sempre madeiras com certificados FSC

- escolher as madeiras certificando que as florestas das quais elas são originárias são exploradas de modo sustentável e respeitando os povos indígenas.


Árvores ameaçadas de extinção

Lista das características das madeiras usadas na confecção deinstrumentos musicais

Projeto para estudar madeiras alternativas da Amazônia para a fabricação de instrumentos musicais



2.8.09 | Autor: Maria Augusta
Neste Ecological Day gostaria de falar da ecologia levando em conta o ser humano como parte integrante dela, com seus relacionamentos sociais e conflitos, e como estes, que são ditados principalmente pelas forças políticas e pelos interesses econômicos transformam seu meio ambiente e consequentemente a natureza como um todo. E estes aspectos foram magistralmente captados pelos fotógrafos do mundo inteiro que participaram do prêmio Pictet, cujo presidente de honra é Kofi Annan. Nesta segunda edição, o tema proposto foi a "Terra", fazendo referência ao planeta, ao solo que pisamos e às marcas que o Homem nele deixa. As séries selecionadas para a "shortlist" são impressionantes, nos trazem os efeitos da guerra, da poluição, do progresso desenfreado e até da escravatura sobre os seres humanos e sobre o planeta. ( por favor cliquem nas miniaturas para vê-las em tamanho grande, elas são magníficas, gritantes de verdade).

Darren Almond (Inglaterra) na série "Luas Cheias" - ele utiliza a lua como única fonte de luz e neste caso representou a cadeia de "Montanhas Amarelas" na China.

Christopher Anderson (Canadá) nomeado por "Capitólio" - Ele mostra os ciclos de consumo, de destruição, de violência e de agitação política na Venezuela onde a economia é baseada na exploração intensiva dos recursos naturais.

Sammy Baloji (República Démocrática do Congo), nomeado por "Memórias" - ele faz um paralelo entre as fotos em P&B da época colonial quando, segundo ele, a Bélgica explorava as minas de Katanga, "reduzindo o povo local à escravagem", e suas fotos atuais mostrando o estado decadente no qual se encontram estas minas.

Edward Burtynsky (Canadá), nomeado por "Pedreiras" - ele fotografou as pedreiras, na América, na Europa e na India, buscando nelas apresentar uma arquitetura. A intenção era de salientar de onde vem os recursos dos bens de nossa vida cotidiana, que nem sempre conhecemos.


Andreas Gursky (Alemanha), nomeado por "Sem Título XIII" - visto de longe as imagens desta série lembram obras de Jackson Pollock, mas quando se presta atenção se vêem pessoas revirando desesperadamente um "lixão" situado no México.

Naoya Hatakeyama (Japão), nomeado por três séries: "Explosão, Rio e Túnel" - ele busca representar a cidade, seu passado, seu presente e seu futuro, para induzir à reflexão sobre a interação entre o homem e o meio ambiente. Para isto fotografou rios subterrâneos em Paris e Tóquio, e canteiros de obras no Japão.

Nadav Kander (Israel), nomeado por "Yangtze, a série do longo rio" - ele registrou as mudanças constantes das paisagens e das comunidades ao longo do rio Yangtsé, na China, que, segundo ele, estão destruindo a herança cultural destas regiões.

Ed Kashi (USA), nomeado por Corrida do Ouro Negro : 50 anos de petróleo no delta do rio Niger - ele apresenta as consequências da exploração do petróleo na Nigéria, a degradação do meio ambiente e os conflitos comunitários por ela provocados.


Abbas Kowsari (Iran), nomeado por "Sombra da Terra" - este artista representa a peregrinagem que ocorre à ocasião do Ano Novo, quando milhares de iranianos se dirigem às regiões onde aconteceram os combates durante a Guerra Irã-Iraque, o que é conhecido como "Caravana da Luz".

Yao Lu (China), nomeado por "Montanha e Água" - nesta série as imagens das montanhas no meio das brumas são enganosas, pois na verdade se trata de gigantescas pilhas de lixo e detritos de construção de casas, bem no meio da vegetação...


Edgar Martins (Portugal), nomeado por "O Presente em Diminuição" - um retrato do resultado dos incêndios florestais em Portugal, buscando discutir suas causas, como o aquecimento climático, e a gestão incorreta da reflorestação, que privilegia os eucaliptos, uma árvore facilmente inflamável.

Chris Steele-Perkins (Birmânia), nomeado por "Monte Fuji" - o Monte Fuji está no meio de um parque nacional mas em torno dele predominam os hotéis, clubes de golfe e até um campo de treinamento militar. O fotógrafo nesta série chama a atenção sobre o sacrifício da beleza em favor do progresso que ocorre no Japão.

Séries completas das fotos selecionadas para o prêmio Pictet 2009 aqui.
2.7.09 | Autor: Maria Augusta

Durante o mês de junho, o Astro-Rei esteve em destaque entre os eventos que me chamaram a atenção em relação ao clima e ao meio ambiente. Em primeiro lugar, assisti a um programa na televisão no qual os cientistas comentavam que o Sol se encontra em uma fase de "calmaria", sem apresentar manchas solares, e que a retomada do novo ciclo de atividade que deveria começar em 2008 e culminar em 2012 está atrasado. O outro evento que me chamou a atenção envolvendo o Sol foi a publicação aqui na blogosfera no "Movimento Natureza" da série de vídeos na qual um grupo de cientistas, estudiosos e observadores contestam a teoria do aquecimento climático de origem antropogênica. Segundo eles, a atividade humana teria uma contribuição insignificante sobre o clima na Terra, sendo que as temperaturas teriam sua variação governada pelas manchas solares. Os dois casos me levaram a refletir como estas variações da atividade do sol tem uma influência na nossa vida aqui na Terra e tentar conhecê-lo melhor nosso Astro-Rei.

Pois o Sol sempre foi alvo de atenção (ou adoração) por parte dos humanos, como o filósofo grego Anaxágora, que afirmou no século V aC que ele era um objeto incandescente maior que o Peloponeso e não a carruagem de Helios como se acreditava na época, tendo escapado por pouco da condenação à morte pela audácia da afirmação... Dois séculos depois Eratóstenes já apresentou uma estimativa bastante precisa da distância entre a Terra e o Sol e no século XVI Copérnico demonstrou que a Terra girava em torno do Sol e não o contrário, no século XVII Galileu inaugurou sua observação com um telescópio, depois Newton decompôs sua luz com um prisma e em 1904, Rutherford descobriu que a energia do Sol é de origem radioativa.

E as manchas solares, que estão na berlinda no momento? Depois que Galileu as observou e afirmou que não eram objetos que passavam entre a Terra e o Sol, no século XVIII o astrônomo Heinrich Schwabe iniciou uma cartografia metódica, na qual pode-se estabelecer que estas manchas tem um período de aproximadamente 11,2 anos (na verdade pode variar entre 8 e 15 anos), sendo que o último pico foi observado em 2001 e o mínimo em 2007. O reinício do aparecimento das manchas estava previsto para 2008 mas este ainda não ocorreu, a imagem abaixo da NASA de 22 de junho de 2009 mostra apenas 2 tímidas manchas...E qual seria a influência destas manchas solares sobre o nosso clima, o que acarretaria a ausência delas ?


Uma das questões levantadas no programa que assisti, se esta "fraca" atividade do Sol não poderia contrabalançar o aquecimento climático que está conhecendo o planeta. A resposta foi que a diferença média de temperaturas na Terra entre os anos de alta e de baixa atividade é muito baixa, e que normalmente os efeitos sobre o clima não devem ser significativos. No entanto eles afirmaram que longos períodos de desaparecimento das manchas solares já ocorreram no passado, principalmente no século XVII (de 1645 a 1715, na época do reinado de Louis XIV, o rei "Sol"...), e isto coincidiu com uma "pequena era glacial", com invernos rigorosíssimos. Depois o Sol retomou sua atividade e os ciclos voltaram ao normal, logo não existe razão para inquietação por enquanto.


Fonte : aqui


As manchas solares estão também no centro da polêmica sobre se a causa do aquecimento climático seria o CO2 gerado pela atividade humana ou não, alguns cientistas afirmam que são as manchas e os ventos solares que determinam a temperatura na Terra e mesmo a quantidade de CO2 liberada na atmosfera... Não tenho ainda uma opinião formada sobre esta questão, mas alguns índices podem ser fornecidos por este gráfico, que mostra as variações do número de manchas solares, da emissão de CO2 e dos desvios de temperaturas em relação às médias dos últimos anos, e que estas anomalias de temperatura seguem o mesmo padrão dos dois "vilões". Mas acredito que seja qual for a causa do aquecimento climático, isto não muda a responsabilidade que temos em relação à economia dos recursos do planeta e à nossa obrigação em mantê-lo limpo...homenageando assim o Rei Sol!

Este post faz parte do "Ecological Day" promovida pela Sonia do "Leaves of Grass" que ocorre no segundo dia de cada mês. Participe!


Photobucket

Update (04/07/09)

A Luma nos trouxe um link muito interessante a respeito da influência do Sol sobre as transmissões de rádio. Veja aqui.


8.6.09 | Autor: Maria Augusta

Hoje, dia 8 de junho, se comemora o Dia Mundial dos Oceanos e o "Faça a Sua Parte" está convidando para uma blogagem especial : "cada um conta em seu blog uma história/caso/causo/momento/evento/reflexão que teve em sua vida em que o mar esteve como cenário ou personagem, de uma forma positiva/bem-humorada/animadora. Uma história pessoal; o oceano "incorporado" ao indivíduo". Éuma excelente idéia pois sempre defendemos melhor aquilo que conhecemos e que nos traz boas lembranças.

Torre de Belém às margens do Tejo : as naus que partiam em direção ao Oceano Atlântico ali passavam

Pessoalmente, nunca tive uma interação muito grande com o mar, sempre morei em cidades no interior do continente...mas quando vou ao litoral, adoro contemplar o mar, ouvir o som de suas ondas batendo na praia admirando o desenho que elas formam na areia, respirar a brisa marítima...e ficar imaginando tudo o que ele significa, principalmente o papel que ele desempenhou como elo de ligação entre os continentes. Uma lembrança especial que tenho em relação a isto, foi quando avistei o Oceano Atlântico nas costas de Portugal...fazia um ano que estava longe do Brasil e pensei que "bastava" atravessá-lo para chegar em casa. E aí pensei em todos os navegantes que dali partiram para fazer a nossa história. Foi um grande momento. Logo para esta comemoração vou mostrar por meio de imagens bons momentos que passei contemplando este imenso oceano, em lugares e ocasiões diferentes.

E para lembrar os problemas e o potencial dos oceanos, trago aqui as palavras da grande navegadora francesa Maud de Fontenoy, "embaixadora dos oceanos" da UNESCO, que já os atravessou inúmeras vezes, inclusive a remo e a vela :

"Quando se faz a volta do mundo em um barco, percebe-se que o planeta não é tão grande, e que o oceano ocupa uma grande parte", ela ressaltou. Ora, os "20 milhões de toneladas de lixo" que sujam os oceanos até o alto mar, as liberações de hidrocarbonetos das quais "8 sobre 10 são voluntárias", os imensos descargas de água doce ligadas à fusão das geleiras do Ártico principalmente, a superatividade da pesca de certas espécies e a acidificação da água do mar ligada à absorção de quantidades crescentes de gas carbônico gerados pela atividade humana, tornam este meio cada vez mais frágil, ela explicou."Deve-se voltar o mundo na direçãodo mar, para buscar as soluções dos problemas de amanhã", ela declarou, ressaltando o potencial dos oceanos em matéria de energia e de fonte de alimentação."

Ela tem razão, não é mesmo?


Participam desta blogagem coletiva :


- Allan: O oceano dentro
- Camila Castro: Cruzeiros, e o preço que o planeta paga
- Carioca: Tanto mar
- Ery Roberto: O velho e o mar
- Lucia Malla: O mar em mim
- Lunna Guedes: A procura de casa
- Georgia: Dia do Oceano
- Marcia: A Lagartixa e o Mar
- Luma: Um Mar de Histórias
- Lucia Freitas: Um Mar de Histórias, Histórias do Mar