9.4.10 | Autor: Maria Augusta








Amigos, estou de volta das férias e este blog retoma sua atividade. Não escolhi muito bem a época para a ausência, pois passaram em branco o Dia da Mulher, o Dia da Água, o Ecological Day, sem falar no Bloggincana e até no aniversário deste blog, que foi dia 23 de março. Mas agradeço e retribuo de coração a todos vocês que por aqui passaram neste período para desejar Boas Férias ou Boa Páscoa ou simplesmente para deixar uma palavra de carinho. Aos poucos vou retomar a "velocidade de cruzeiro" e visitá-los para matar as saudades e me inteirar sobre as novidades da blogosfera.

Olhando estas imagens deste post, vocês devem estar pensando que fui passear no espaço sideral, não é mesmo? rs. Não é bem assim, estas imagens em 3D são de Robert Czanny, um engenheiro polonês que tem como hobby desenvolver cenas inspiradas na literatura e nos filmes de ficção científica, propondo sua visão e suas soluções para o futuro do universo. Trouxe aqui porque achei a criatividade dele fascinante, e nestes tempos onde as imagens em 3D abrem seu espaço como em "Avatar" ou no novo "Alice no País das Maravilhas", é sempre interessante conhecer mais sobre os artistas desta técnica. Espero que gostem...

4.1.10 | Autor: Maria Augusta

Ano Novo, vida nova? Mais uma ótima razão para reativarmos nossos hábitos agradáveis e reabrir com prazer esta nossa "sala de visitas" para receber os amigos e com eles trocar idéias, informações e principalmente esta energia positiva que nos faz tanto bem. Espero que todos tenham passado excelentes Festas e estejam com as baterias carregadas de amor e de otimismo para realizar seus projetos neste ano de 2010. De minha parte, estes dias de férias foram bastante repousantes, passeei, pus a leitura em dia, realizei experiências inéditas, fui ao cinema, aos poucos irei contando aqui o que fiz e vi de interessante neste período de frio brbrbr e neve por aqui...

E por falar em cinema e leitura, vi um filme que é pura magia...ouvi falar dele na na televisão, é dedicado principalmente ao público infantil, mas a beleza e a delicadeza das imagens me deram vontade de ir assisti-lo. Trata-se de "Kerity, a casa dos contos", um desenho animado francês cuja autora é Rebecca Dautremer. A história é assim :

Era uma vez um garotinho chamado Natanael...ele era muito inteligente, conhecia de cor o alfabeto, mas não conseguia unir as letras para poder formar as palavras, o que o deixava muito triste. Ele tinha uma tia que ele adorava chamada Eleonore, que passava horas narrando contos de fadas para embalá-lo. Esta, deixou como herança para ele a chave de um cômodo secreto da casa, onde ninguém nunca havia entrado antes...e nele penetrando Natanael teve uma grande surpresa.

Era uma imensa biblioteca, com as edições originais de Pinóquio, O Pequeno Polegar, Peter Pan e o Capitão Gancho, Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau, Alice no País das Maravilhas, enfim as histórias de todos os heróis que povoam a imaginação infantil. E a surpresa foi ainda maior quando eles se materializaram saindo de seus livros, para pedir socorro a Natanael, pois devido a um feitiço se um ser humano não lesse a frase que estava inscrita na entrada da biblioteca até meia-noite todos eles iriam desaparecer para sempre dos livros e da memória de todos...

Imaginem a aflição do pobre Natanael, pois ele não sabe ler e além disto seus pais são obrigados a vender os valiosos livros ao vilão Pictout (Rouba Tudo) para pagar os estragos que a velha casa da tia Eleonore sofreu durante uma tempestade. Então a história se desenrola em torno da aventura de Natanael (que foi reduzido pela bruxa malvada ao tamanho dos personagens) que enfrente a hostilidade do mundo "dos grandes" para recuperar os livros e voltar a tempo à biblioteca, para tentar decifrar a frase salvadora, com a cumplicidade de sua irmã Angélica, do tio Adrien, e de todos os pequenos personagens dos contos. Mas felizmente o filme tem um final feliz, e na última badalada de meia-noite, ele consegue ler a frase :

"Ce n'est pas parce que c'est inventé que ça n'existe pas"!

("Não é porque algo é inventado que não existe"!)

Foi um bom momento de sonho e magia para começar o ano, e principalmente de incentivo à leitura, o que é sempre válido para os pequenos e para os grandes também...


29.10.09 | Autor: Maria Augusta

(Uderzo pour Le Figaro Magazine)

E o baixinho enfezado hoje está completando 50 anos. Nascido do gênio dos amigos Gosciny e Uderzo e destinado inicialmente ao público francês, ele apareceu juntamente com seu amigo Obelix em 1959, contrariando as pesquisas de opinião da época, que pediam "heróis" bonitos e jovens e que lidassem com problemas atuais. A proposta dos dois foi um personagem que caracterizava bem o francês típico : engraçado, resmungão e bon-vivant...e assim surgiu Asterix, que, para contrabalançar sua pequena estatura e esperteza, ganhou um amigo, Obelix, gordo e naïf.

(2009 Les Éditions Albert René/Goscinny-Uderzo) Fonte : Le Figaro

Criados os personagens principais eles os colocaram em um vilarejo gaulês com seus personagens típicos segundo o imaginario popular : um bardo, um druida, os guerreiros, e para completar o quadro o vilarejo se bate bravamente contra o invasor romano, cuja força é contrabalançada no lado gaulês pela poção mágica do druida...encarnando assim um outro traço do comportamento francês, a resistência contra a ordem estabelecida.Mas o que eles não esperavam é que o sucesso de Asterix e Obelix ultrapassasse fronteiras e fosse traduzido em 107 línguas, vendendo 325 milhões de exemplares.

(2009 Les Éditions Albert René/Goscinny-Uderzo)

E a saga Asterix vai continuar...mesmo depois do desaparecimento de Gosciny em 1977, Uderzo continuou com o projeto e já está "passando a bola" para a frente para que os simpáticos personagens continuem a existir para sempre...e para comemorar o meio século de Asterix, ele está lançando um álbum chamado "O Aniversário de Asterix, o álbum de ouro", que foi recebido com muitos aplausos pelos fãs...Um outro presente que Asterix e Obelix receberam foi um "relooking" : a pedido do jornal "Le Figaro" alguns costureiros (Sonia Rykiel, Christian Lacroix e a dupla Marithé e François Girbaud) os vestiram para adaptá-los para os dias atuais. Clique na imagem abaixo e depois nas seguintes para ver o resultado...

20.7.09 | Autor: Maria Augusta

Muito antes e também depois de 20 de julho de1969 (ou 21 de julho para os franceses), o Caminho da Lua já inspirou muitos autores, como Júlio Verne por exemplo. E um dos mais interessantes devido à semelhança com o que realmente aconteceu foi Hergé com seus álbuns de Tintin "Objetivo Lua" e a continuação "Andamos na Lua", publicados em 1953 e 1954, respectivamente. Eles, 15 anos antes da proeza de Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins, através de uma trama de espionagem (o que explica o fato de que viajam armados), levaram Tintin, o professor Girassol, o capitão Haddock e Milu à Lua. As semelhanças em relação ao que se passou realmente durante as missões Apolo são impressionantes em vários pontos. Também pudera, Hergé era apaixonado pelas ciências e para realizar estes álbuns contou com os conselhos do professor franco-russo Alexandre Ananoff, um especialista da astronáutica e cada detalhe da viagem espacial foi estudado para trazer o maior realismo possível.

O foguete que leva Tintin e sua turma à Lua é à propulsão nuclear. Esta foi uma das possibilidades que a NASA estudou para suas viagens, mas acabou adotando o combustível líquido, devido à polêmica que o nuclear causava na época. Hergé optou também por um foguete compacto que ia "inteiro" até a Lua, ao contrário das naves Apolo que são compostas de módulos que se separam e/ou se acoplam.

Ele também levou em conta o efeito da ausência de gravidade (que no caso ele "compensa" com a aceleração do foguete), fazendo flutuar os corpos e até o whiskey do capitão Haddock (quando o motor estava desligado). No entanto, a nave do professor Girassol levou só 4 horas para alcançar a Lua, enquanto a Apolo 11 precisou de 3 dias...

O aspecto da Lua também foi imaginado com certa fidelidade, apesar de que o relevo era mais escarpado que o real, o solo cinzento, desolador, a ausência de atmosfera (que torna obrigatório o uso de escafandros) coincidem com o que foi encontrado pelos astronautas que lá estiveram 15 anos depois. Até os "pulos de gazela", que estes descobriram ser o modo mais eficaz para andar na Lua, haviam sido previstos no álbum de Tintin.

O jipe lunar que as últimas Apolos que estiveram na Lua usaram, também já se estavam representadas no álbum, embora como um veículo bem maior. E a Terra vista da Lua, que causou uma das sensações mais marcantes nos astronautas verdadeiros, é mencionada por Hergé, quando fala sobre "o clarão da Terra" ou da "nossa boa velha Terra" nos diálogos entre os personagens.

E Tintin também flutuou no espaço (quando o Capitão Haddock, completamente bêbado, saiu da nave), como os astronautas fazem até hoje.

E olha que gracinha o Milu vestido de astronauta...teve mais sorte que a cadelinha russa Laika, que não resistiu à viagem...

Pois é, muito antes que estas acontecessem, o Homem já sonhava com as viagens espaciais, e, especialmente, com o que encontraria no nosso satélite encantador, a Lua. Este post é uma homenagem aos 40 anos de nossa ida até lá. Certamente há muito o que fazer aqui mesmo na Terra, e as viagens espaciais não são a prioridade. Mas o que pode impedir a mente humana de voar?


Vídeos trazendo os desenhos animados baseados nestes álbuns, "Objetivo Lua" e "Andamos na Lua" (em português) :

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4



28.6.09 | Autor: Maria Augusta

Hoje é domingo, dia de sombra e água fresca...pelo menos aqui no hemisfério norte que é verão, aí deve estar mais para sol e quentão, né? Então algumas tirinhas para descontrair sempre vão bem, né?

Cada profissão tem seus pecados, olhe aí como se manifestam os pecados dos desenhistas...

Crédito: Laerte, nas edições de3/6/09 e 4/6/09 do jornal "Folha de S.Paulo". Fonte aqui

E uma com a Mônica, todas as tirinhas daqui são ótimas, não sei onde Mauricio de Sousa acha tanta inspiração...

Fonte : aqui

E esta vem do site "geek"abaixo. Ele é muito jovem para se acomodar, não?

Photobucket

Fonte : aqui


E um ótimo domingo para todos!



23.5.09 | Autor: Maria Augusta

Lembram de "Eduardo e Mônica" (clique aqui para ouvi-la), esta canção de Renato Russo cantada pela Legião Urbana nos anos 80? Para quem não conhece, ela conta o encontro, o namoro e a união de um casal de classe média típico daquela época. Pois encontrei (aqui) esta história em quadrinhos (o site dos autores é aqui), que reescreve a letra da canção adaptando-a para os dias de hoje com um casal geek, blog, twitter, etc. Podemos então comparar como se namorava antes e depois da chegada da Internet. Achei fofa demais, vire as páginas do gibi se desejar ver a história inteira (tem 4 páginas)...