18.12.09 |
Autor: Maria Augusta
15.12.09 |
Autor: Maria Augusta
 Dezembro chuvoso em São Paulo...chego correndo ao Anhembi para a minha formatura de faculdade. Naquele ano havíamos optado por não usar a toga, homens de terno e as moças em vestido "de festa", e vocês imaginem quanto andei para escolher "aquele vestido" especial para a ocasião. Pois entrando no Anhembi, apesar de me ter esquivado da chuva, recebi uma ducha fria : a colega que se sentaria a meu lado na cerimônia estava com um vestido igualzinho ao meu! E isto não me aconteceu somente uma vez...em uma festa de casamento, em uma noite de gala durante um congresso, em uma viagem...enfim sou a rainha do "par de vasos"! E na blogosfera não é diferente. Para dar exemplos relativamente recentes, quando escrevi sobre os graffitis de Paris, o post estava programado há dias para entrar no sábado de tarde...pois sábado de manhã descobri o post da Ví sobre o mesmo assunto! Em seguida, quando falei sobre os frascos de perfume...desta vez foi a Ví que percebeu que seu post em preparação que sairia em seguida também tratava deles, embora sob um outro enfoque. E na semana passada quando falei das formigas...nos comentários me disseram que a blogosfera estava um verdadeiro "formigueiro" naqueles dias, havia vários posts sobre estes bichinhos. E no entanto, minha fonte era um site francês e eu achei que estava sendo muito original falando sobre seus hábitos... Como ver estas coincidências? São meros acasos? Teorias recentes como a dos fractais, a do caos (que o bater de asas de uma borboleta no Brasil pode influenciar o tempo na Texas, por exemplo) e mais recentemente a das supercordas postulam que todos os fenômenos que ocorrem no universo estão relacionados. Mas como incluir a mente humana nestas teorias? Elas já falam da importância do observador sobre os fenômenos, mas este passaria então a autor? Quem ousou afirmá-lo foi Jung, que, para explicar as "coincidências, definiu o fenômeno da ocorrência simultânea de pelo menos dois eventos sem ligação de causa mas que tem um significado para quem os percebe como sincronicidade. Esta estaria em relação direta com outros conceitos da psicologia jungiana como os arquétipos e o inconsciente coletivo. Apesar de ter sido muito criticado na época devido à imprecisão de sua teoria, ele foi apoiado por Pauli, um dos papas da física teórica. Então mente e matéria estão correlacionados? Não tenho competência para discutir este assunto, mas acho esta possibilidade fascinante...e acredito que "haja mais coisas entre o céu e a terra do que imagina nossa vã filosofia!"
Imagem : Par de vasos de porcelana Imari com estrutura de bronze dourado. Japão, séc. XIX. Fonte da imagem aqui
|